Tipologia textual: conheça 4 tipos e suas características

A tipologia textual é um assunto comum no vestibular, mas confunde muitos candidatos. Esse conceito é fundamental para que qualquer tipo de comunicação torne-se viável, pois considera a estrutura de um texto e suas diversas propriedades linguísticas.

Vale lembrar que tipologia é bem diferente de gênero textual. Este último refere-se às diferentes formas de linguagem utilizadas no texto e a suas finalidades comunicativas.

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Os tipos textuais

Cada gênero varia conforme o papel dos interlocutores e a situação. Veja alguns exemplos:

  • conto de fadas;
  • carta;
  • e-mail;
  • notícia;
  • biografia;
  • ensaio;
  • editorial;
  • resenha;
  • relatório;
  • receita de cozinha.

A tipologia textual, por sua vez, insere essa infinidade de textos em grupos de características dominantes. Entre elas estão função da linguagem, vocabulário, gramática, construções frasais.

Para ajudar você a desatar esse nó linguístico de uma vez por todas, abordaremos os 4 tipos de texto mais usados e suas características. Confira!

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1. Descrição

O objetivo dessa modalidade é descrever, de maneira objetiva ou subjetiva, pessoas, coisas, lugares, sensações ou situações. A intenção é que o interlocutor crie uma imagem a partir dessa descrição.

A classe de palavras mais utilizada nessas produções é o adjetivo, dada sua função caracterizadora. Além disso, podem ser usados alguns recursos auxiliares, como:

  • enumeração – com ela, é possível criar um retrato da descrição. Uma situação ou um objeto é narrado numa ordem, como se fosse uma ação em movimento, até a imagem ser montada;
  • comparação – as comparações ajudam o interlocutor a entender o que está sendo dito. Trata-se de um recurso de grande valia para facilitar a interpretação do texto;
  • os cinco sentidos – ações ou personagens são descritos por meio dos sentidos (tato, paladar, olfato, audição e visão). O interlocutor imagina perfeitamente o contexto, sentindo ou visualizando a cena descrita.

2. Dissertação

Vestibulares e Enem adoram dissertações. O objetivo desse tipo de texto é expor e/ou debater um tema. Para tanto, é necessário construir argumentos fortes, atentos à atualidade e com condições de serem comprovados.

Para transmitir autoridade em um texto dissertativo, é preciso dominar bem o assunto. Caso contrário, corre-se o risco de cair no senso comum ou dar informações baseadas no “achismo”. A estrutura da dissertação divide-se em:

  • introdução – exposição do tema;
  • desenvolvimento – apresentação de argumentos que contribuam para o ponto de vista do autor e guiem o leitor;
  • conclusão – retorno ao tema, para concluir ou finalizar a abordagem.

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Dissertação expositiva

A dissertação expositiva apresenta informações sobre assuntos consagrados ou legitimados. Suas principais funções são esclarecer, informar ou avaliar, sem haver interferência da opinião do autor.

A linguagem é clara, objetiva e impessoal. A maioria dos verbos é conjugada no presente do indicativo. Alguns exemplos são:

  • textos científicos;
  • enciclopédias;
  • notícias de jornais.

Dissertação argumentativa

Esse é o tipo de texto mais presente nos exames vestibulares, e é também o tipo cobrado no Enem. Isso porque a dissertação argumentativa testa a capacidade do vestibulando de defender ideias e pontos de vista. Por isso, é muito importante saber como construí-lo.

Uma de suas características é a persuasão, com argumentos que convençam o leitor. As ideias surgem numa progressão lógica e devem estar conectadas ao contexto.

Geralmente, a linguagem utilizada é denotativa, precisa, literal. É comum a gêneros formais, como:

  • ensaio;
  • monografia;
  • crítica;
  • manifestos.

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3. Injunção

Esses textos são muito presentes em nossas vidas, pois servem para orientar, instruir ou ditar normas nas situações cotidianas. Eles aparecem em duas formas, conforme abordamos a seguir.

Instrucional

Como o nome diz, tem a ver com instrução. Apresenta um conselho ou uma indicação de como fazer algo, como ocorre com:

  • cartões de votos e desejos;
  • anúncios;
  • blog posts de dicas.

Prescritivo

De novo, a dica está no nome, que vem de prescrição. Apresenta uma ordem, norma ou instruções para alguma ação. Alguns exemplos são:

  • receitas de cozinha;
  • bula de remédios;
  • regras de conduta no trânsito;
  • manual de instruções.

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4. Narração

Trata-se da tipologia textual mais antiga, que nos cerca diariamente. Nela, um narrador terá o papel de relatar um acontecimento real ou fictício, envolvendo personagens e lugares.

Sempre há uma relação de anterioridade e posterioridade (o que aconteceu primeiro, o que veio depois). Os tempos verbais mais usados são os do pretérito.

Uma narração busca em responder o que aconteceu, quando, como, onde e por quê. Ela aparece em:

  • contos infantis;
  • piadas;
  • depoimentos;
  • crônicas;
  • novelas.

É importante entender sobre tipologia textual para não “escorregar” na hora de escrever a redação. É possível descrever uma situação ou um cenário, bem como narrar um acontecimento. Mas é preciso atenção para não se perder e, em vez de um trecho, ter um texto inteiro no modelo errado.

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