Tema de redação: A educação que não temos

Olá, vestibulando! Está chegando a hora de começar a gastar a tinta da caneta treinando para a redação do seu vestibular. Neste post vamos tratar de um tópico que, para nós, é uma grande aposta para o Enem e demais concursos que serão aplicados neste ano: por que a educação no Brasil é atrasada? E como podemos resolver isso? Assustou? Calma, estudante! Vai dar tudo certo 😉 . Você precisa só dominar um pouco o assunto, entender o cenário e pensar em algumas soluções para resolver a situação. Nesta dica, vamos apresentar bons argumentos para deixar o seu texto nota dez 🙂 .

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Acreditamos que vale estudar esse tópico e considerá-lo como um possível tema de redação por dois motivos: 1) temas de redação sobre a educação, em geral, tratam da sua importância e do seu impacto positivo na sociedade, e dificilmente propõem uma investigação dos problemas do déficit educacional e de como combatê-los; e 2) se aprofundar no assunto ajuda na articulação de vários outros tópicos sociais que venham a se tornar um outro tema de redação.

Dados sobre educação

Para começar, uma coisa que você precisa conhecer é o Pisa (acrônimo para o Programme for International Student Assessment). Trata-se de um programa que avalia o desempenho escolar em diversos países e se propõe a apontar caminhos e melhorias nas políticas educacionais pelo mundo. Nesse link você tem uma série de dados que vão dar uma noção exata de como está o Brasil hoje no Pisa.

Além dos dados do Pisa, vale também considerar outros dados gerais sobre a educação (e que ajudam a explicar por que nosso sistema de ensino é como é):

– Nós estamos na posição número 67 no Índice da Educação, indicador da ONU sobre a qualidade do ensino por país;
– O Brasil investe 5% do PIB em educação;
– A taxa de alfabetismo no País é de 90%, mas o analfabetismo funcional, que é a incapacidade de ler textos simples (mesmo que a pessoa reconheça as letras e saiba ler as palavras individualmente), atinge 20% da população;
– metade dos jovens entre 15 e 17 anos não está matriculada no ensino médio.

São quatro informações simples, mas que contextualizam o cenário brasileiro e dão uma ideia dos motivos pelos quais nossa educação fica tão para trás. A posição 67, se considerada a população total, é absurdamente discrepante: somos o quinto maior país do mundo em habitantes. O nosso PIB pode ser alto, mas como nossa população é grande, os 5% destinados à educação se diluem num mar de estudantes. Por fim, o investimento por aluno é um dos piores do mundo (um levantamento feito pelo Pisa sobre os valores entre os 35 países mais ricos do mundo coloca o Brasil na penúltima posição).

Baixa produtividade

Um dos maiores problemas relacionados ao baixo índice educacional de uma nação é a consequente baixa produtividade. A produtividade, um conceito importantíssimo para o desenvolvimento social e econômico de um país, diz respeito à capacidade de uma população de resolver problemas e produzir riquezas. Dois elementos são importantes pra que uma região tenha um bom nível de produtividade: infraestrutura, que garante rapidez na produção e entrega de bens e serviços, e educação, que garante capital intelectual para que os problemas sejam resolvidos de maneira mais rápida. Se você quiser entender um pouco mais sobre o conceito de produtividade, dê uma lida neste texto.

História do Brasil

A educação não se resolve no curto prazo, e não foi de uns anos para cá que o nosso índice educacional caiu. Uma reportagem da revista Piauí mostra que o nosso grande furo foi em meados do século XIX. As nações que enriqueceram com a Revolução Industrial e tiveram um crescimento virtuoso de seus centros urbanos investiram em educação desde aquela época. Nos Estados Unidos, o governo enviava mestres para o interior para ensinar habilidades como cálculo e letras – o que facilitava o comércio dentro e fora das cidades.

Como o Brasil era, no século XIX, essencialmente agrário, a demanda por conhecimentos nessas duas áreas era baixa. Como não havia diversificação de trabalho, era muito mais rentável aproveitar a mão de obra interna para garantir boas safras dos nossos produtos agrários (principalmente o café).

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Soluções possíveis para resolver o problema? Há várias. Todas, obviamente, são muito difíceis de se aplicar. Mas podemos dividir as soluções e reformas da educação no Brasil em dois grandes grupos:

Preparo de professores: Para dar aula no Brasil, não basta ser um mestre. É preciso ter capacidade de adaptação às mais variadas realidades sociais. Além de preparo, um sistema de beneficiamento de profissionais mais eficientes também poderia incentivar os professores a avançarem na carreira, captando pessoas qualificadas para a área. Oferecer essa qualificação também é uma possibilidade de alavancar a qualidade do ensino.

Participação familiar: Quando a relação com a educação se restringe à escola, é pouco provável que o aluno encontre conexões com o cotidiano e tenha capacidade de articular o que aprendeu com o dia a dia. Esse problema é de difícil solução porque o governo não deve interferir na esfera privada das famílias, mas programas de incentivo cultural, como concursos e eventos (promovidos tanto por escolas, quanto por governos ou instituições privadas) ajudam a fomentar essa relação.

Uma referência legal é este vídeo do Canal Futura sobre a educação na Finlândia, e o que a experiência do país europeu pode ensinar ao Brasil:

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