Será que é possível mesmo aprender por osmose?

Você já deve ter ouvido algum colega dizer (ou você mesmo já pode ter dito) que vai grudar em um amigo inteligente para “aprender por osmose”. É claro que isso é só uma brincadeira e que todo mundo sabe que não é possível transferir conhecimento de uma pessoa para outra pelo simples contato. Mas se fosse possível, seria através da osmose mesmo?

Para responder a essa pergunta, precisamos saber, primeiramente, o conceito de osmose: processo físico em que o solvente se desloca do meio com menor concentração de soluto (hipotônico) para o meio com maior concentração de soluto (hipertônico), através de uma membrana semipermeável, e sem gasto de energia. Esse processo tem por objetivo igualar a concentração dos dois lados da membrana, ou seja, tornar as duas soluções isotônicas.

 

Ora, se através da osmose há transferência de solvente do meio menos concentrado para o mais concentrado, é evidente que o aprendizado por osmose seria impossível, pois nada se transfere do meio mais concentrado (que seria, digamos, o mais inteligente, ou seja, com maior concentração de conhecimento) para o menos concentrado (no caso, com menos conhecimento).

Se fosse possível transferir conhecimento pelo contato, o processo  que possibilitaria essa transferência seria, na verdade, a difusão, e não a osmose. Isso porque a difusão é caracterizada pela transferência de soluto do meio mais concentrado para o menos concentrado.

Portanto, se alguém grudar em você para aprender por osmose, não se preocupe, ele não vai conseguir roubar seu conhecimento!


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