Se o WhatsApp for tema de redação, temos 3 argumentos para ajudar!

Em 2016 uma série de medidas da Justiça tentou bloquear o aplicativo de conversas WhatsApp. Em todas elas, a justificativa da Justiça para suspender temporariamente o serviço foi a mesma: a empresa não teria liberado uma troca de mensagens que supostamente ajudariam a comprovar os culpados de algum crime.

Mas calma lá. O Facebook tem a obrigação de liberar dados para a justiça? E é justo penalizar todos os usuários por conta de um caso isolado? E, sofrendo com a suspensão do serviço, não estaríamos muito dependentes de uma ferramenta digital? Esses três pontos são discussões bem atuais. Inclusive fazem parte de tópicos que podem virar temas de redação. Vamos entender um pouco de cada um?

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Privacidade

Existe uma lei publicada em 2014 que ajuda a balizar a discussão. O Marco Civil da Internet (aqui tem um texto que explica direitinho do que se trata), que determina os direitos, deveres e responsabilidades de usuários e empresas que atuam com serviços web, define que um dos princípios da internet é o direito à inviolabilidade da intimidade e da vida privada. Em outras palavras (até porque inviolabilidade é quase um trava-língua) o texto assegura o direito à proteção e à indenização pelo dano material ou moral por conta de sua violação.

O sigilo das conversas, no entanto, pode ser quebrado por uma ordem judicial – que foi o que ocorreu no caso do WhatsApp. Como o processo corria em segredo, não se sabe exatamente o quão necessárias eram essas mensagens para o caso. E mais: liberar uma conversa específica pode trazer um grande risco. Se ela não for comprovadamente útil, ordens judiciais que exijam conversas sem provas suficientes podem virar recorrentes, o que aumenta o risco de violação do princípio da privacidade.

Liberdade de expressão

Impossibilitar milhões de usuários a utilizar o WhatsApp por conta de um único caso coloca em risco, de certa forma, a liberdade de expressão. O aplicativo é utilizado por vários profissionais como ferramenta de trabalho. O Marco Civil também trata desse direito. Tudo bem que você não está proibindo ninguém de publicar algo, até porque existem outras ferramentas à disposição. Mas o bloqueio pode ser visto como algo que dificulta essa liberdade.

Dependência

Ficar fora do ar durante 12 horas foi terrível para muita gente. E isso não é um exagero. Muitas pessoas já foram diagnosticadas como dependentes da mídia social. Esse vício tem até nome, chama-se nomofobia. Não tem a ver com a quantidade de horas que você fica online, mas com a sua capacidade de se controlar. A revista Época recentemente publicou um teste para avaliar se você é viciado ou não, vale dar uma olhada. Analisar o impacto da dependência é um tema bem interessante para uma redação de vestibular.


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