Química inorgânica: como elaborar a nomenclatura dos sais

Ao realizar experiências relacionadas à passagem de corrente elétrica por soluções aquosas, o químico sueco Svante Arrhenius formulou a teoria da dissociação iônica, também denominada teoria de Arrhenius.

Segundo a proposta, determinadas substâncias, quando dissolvidas em água, originam íons positivos (cátions) e negativos (ânions), o que permite a condução da corrente elétrica pela solução aquosa. A partir desse experimento inicial, Arrhenius classificou as substâncias em ácidos, bases e sais.

O pH e seu “irmão” pOH

Segundo Arrhenius, sais são substâncias que sofrem dissociação em solução aquosa, liberando pelo menos um cátion diferente de H+ e pelo menos um ânion diferente de OH. Lembre-se de que a liberação de H+ é característica dos ácidos e que o a de OH– é característica das bases, em que se medem pH e pOH.

Os sais, por sua vez, são substâncias inorgânicas sólidas em condições ambientes e de diferentes cores, embora os mais conhecidos sejam brancos (como NaCl, principal componente do sal de cozinha), motivo pelo qual os sais são comumente associados à cor branca.

Nomenclatura dos sais

A nomenclatura dos sais inorgânicos é composta da seguinte maneira:

Nome do ânion + partícula “de” + Nome do elemento que forma o cátion

O nome do ânion, por sua vez, é obtido a partir do nome do ácido do qual ele provém, substituindo-se o sufixo. Dessa forma, a nomenclatura do sal NaCl, por exemplo, é obtida da seguinte maneira:

  1. Identificar o ácido do qual provém o ânion (no caso, Cl): ácido clorídrico (HCl)
  2. Substituir o sufixo para formar o nome do ânion: clorídrico cloreto
  3. Acrescentar a partícula “de” e o nome do elemento que forma o cátion (no caso, Na+): cloreto de sódio

Para saber mais sobre os sais, como classificação e formação, acesse nossas videoaulas sobre o assunto.