Privacidade, vigilância, inovação, revolução: 6 documentários para debater a vida em rede

“Viver em rede” foi tema de Redação do Enem em 2011. Desde então, os smartphones se popularizaram, o Facebook praticamente dobrou o número de usuários no mundo (passando de cerca de 800 milhões para 1,6 bilhão), e muitas polêmicas surgiram. O impacto das tecnologias de comunicação e informação na sociedade provocam debates sobre privacidade, segurança, transformações de comportamento, novas formas de consumo e de trabalho.

markzuckerberg

Nas últimas semanas, esta foto publicada pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, para comemorar o marco de 500 milhões de usuários no Instagram ganhou repercussão por um motivo diferente: as fitas adesivas que o empresário usa no microfone e na câmera de seu notebook. O objetivo é prevenir-se contra softwares que podem gravar áudio e vídeo sem o conhecimento do usuário. Esta reportagem do Estadão conversou com especialistas que recomendaram que pessoas comuns também adotem a prática.

Mas quem está realmente preocupado com a própria privacidade deve refletir sobre o uso de serviços como o Facebook (dono do Instagram e do WhatsApp), já que fornece voluntariamente dados pessoais para estas empresas – algumas vezes, sem sequer perceber. O documentário “Sujeito a termos e condições“, de 2013, levanta a polêmica e faz o alerta sobre os perigos desta realidade:

A questão é mais ampla: Citizenfour, vencedor do Oscar de melhor documentário em 2015, mostra as entrevistas realizadas com Edward Snowden, que decidiu denunciar o esquema de espionagem ilegal promovido pelo governo dos Estados Unidos.

No documentário “Roubamos Segredos – a História do Wikileaks“, a polêmica visão de mundo de Julian Assange é registrada. Para o fundador da plataforma de divulgação de segredos de governos, é importante que os cidadãos tenham o poder de vigiar o Estado – ao mesmo tempo que devem ter sua privacidade assegurada.

Você já deve ter ouvido falar na Deepweb, uma zona da internet que não é encontrada por meio de sites de busca. Este artigo do site Tecmundo afirma que a Deepweb é provavelmente 500 vezes maior do que aquilo que podemos enxergar na superfície. Ela é usada por jornalistas, governos, militares, cidadãos que precisam se comunicar ou trocar documentos sem que sejam rastreados. A polêmica é que ela também é usada para práticas ilegais. No documentário Deepweb, produzido a partir de financiamento coletivo, o foco é na história do Silk Road, uma plataforma usada para venda de drogas, e do Bitcoin.

Mudando um pouco foco, o documentário Print the Legend mostra a história das impressoras 3D e discute o seu impacto e seu potencial revolucionário.

Outra revolução cultural é abordada no documentário Downloaded, que conta a história da criação do Napster. A criação de de alguns adolescentes transformou a indústria da música para sempre e os colocou frente a grandes corporações em uma batalha judicial de proporções gigantes.