Para fazer uma boa redação é essencial entender de direitos humanos

Todo vestibulando está careca de saber que uma redação precisa trazer bons argumentos, ser bem escrita e ter uma linha de raciocínio com introdução, desenvolvimento e conclusão. Essas são as três regras básicas para um texto impecável.

Nos últimos anos, no entanto, muitos vestibulares – e principalmente o Enem – vêm propondo temas que exigem o conhecimento em uma área específica: os direitos humanos.

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Se você já fez o Enem ou deu uma olhada nas provas de outros anos deve ter percebido que as propostas procuram cada vez mais avaliar a visão do aluno acerca dos problemas sociais da atualidade.

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Entender de direitos humanos, nesse caso, é essencial para que você possa construir argumentos sólidos. Dê uma olhada em alguns temas já propostos e veja como os direitos humanos estão implícitos nas propostas:

2007: O desafio de conviver com as diferenças
2009: O indivíduo frente à ética nacional
2010: O trabalho na construção da dignidade humana
2012: Movimento imigratório para o Brasil no século XXI
2015: Violência contra a mulher

Muita gente acha que, por ser um tema difuso, conhecer os direitos humanos significa apenas ter bom senso. Não é bem assim. É importante saber como o conceito evoluiu e por que ele virou uma ferramenta para diminuir as desigualdades sociais e econômicas.

Não faltam exemplos de intolerância às diferenças na sociedade atual. Recentemente publicamos um texto que mostra como o racismo, uma das formas mais nítidas de desrespeito aos direitos humanos, segue latente no Brasil.

Os direitos humanos na história

O maior marco para a sua consolidação foi a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que delineou os direitos considerados como fundamentais para a humanidade evoluir dignamente. Ela foi redigita e publicada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em dezembro de 1948.

O documento foi uma resposta ao terror vivido anos antes, durante a Segunda Guerra Mundial. Foi a guerra mais abrangente da história. Cerca de 85 milhões de pessoas morreram entre 1939 e 1945 – o que representava cerca de 3% da população mundial da época.

O trauma foi tamanho que as principais potências da época (principalmente os EUA e a URSS), estabeleceram, durante a Conferência de Yalta, que deveria haver um marco que garantisse a paz no futuro. Esse documento precisava ser multilateral e serviria de base para que se evitassem novos conflitos. O esforço culminou na publicação da Declaração pela ONU.

O que diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos

No documento (você pode ler a íntegra aqui), fica explícito que todo ser humano deve ter condições para gozar de liberdade “sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.” Para garantir isso, a declaração define uma série de direitos que todo ser humano deve ter obrigatoriamente. Alguns deles são:

  • respeito
  • moradia
  • saúde
  • remuneração
  • lazer

O acesso a esses direitos ainda é extremamente desigual, principalmente quando comparamos a realidade de países ricos e pobres. Como no Enem o avaliador espera que você apresente uma proposta de intervenção, perceber essas desigualdades e a importância desses direitos essenciais como a referência para combatê-las ajudam a construir uma boa argumentação.

Por isso, quando vier um tema que trate da infração de direitos humanos (seja violência contra mulher, trabalho infantil ou qualquer tipo de preconceito), mostre como a vítima fica impossibilitada de alcançar esses valores universais dignos. É dessa relação que você consegue tirar uma melhor proposta de intervenção – e uma melhor nota na redação.