Os 10 livros que todo vestibulando deve ler

A maioria dos vestibulares do Brasil cobra uma lista de obras obrigatórias. As questões caem nas provas de Literatura, e os concursos cobram a compreensão do texto, a escola que o autor se encaixa, o contexto histórico e os estilos linguísticos, entre outros aspectos.

Também no Enem a literatura é um tema que às vezes tira o sono dos estudantes. Como há muito conteúdo para estudar, os vestibulandos costumam se restringir a esses pontos para acertar as questões.

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Estórias e histórias

Mas, além de pensar em escolas e autores como uma “tabela” a ser decorada, a prova espera que os candidatos entendam o movimento histórico, ou seja, o que as estórias de ficção – ou nem tanto – refletem sobre seu tempo e sua sociedade.

E não se engane. Nem só de leituras obrigatórias vive um bom candidato. Conhecer as principais obras dos escritores brasileiros é essencial para a formação cultural de qualquer pessoa. Quem lê bons livros descobre personagens e histórias fascinantes que ajudam a desenvolver o intelecto e o caráter de qualquer pessoa.

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A literatura brasileira é extremamente rica, com autores fascinantes como Machado de Assis e Érico Veríssimo. Muitos escritores de fora do Brasil que deixaram seu nome na história também escrevem em português, como Luís de Camões e José Saramago. Se você juntar a eles os escritores de outros idiomas, a lista de autores geniais ficará interminável.

Para ajudar você a entrar de vez no mundo da literatura, montamos uma lista com os 10 livros brasileiros que podem fazer você gostar um pouco mais dessa arte – e, óbvio, deixá-lo ainda mais preparado para o vestibular. Apesar da ordem, a lista não tem uma hierarquia. Vamos a eles:

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

Foto preto e branco de Machado de Assis aos 57 anos, vestindo terno preto e camisa branca, gravata de tom cinza, pincenês e barba com bigodeConsiderada uma das maiores obras da literatura brasileira, o livro publicado em 1881 marca a estreia de Machado de Assis na escola realista. Trata-se da história de Brás Cubas, que resolve escrever suas memórias após sua morte. O texto é difícil, mas profundamente enriquecedor. Certamente é um dos livros que mais aparecem na lista de obras obrigatórias. E mesmo quando não é cobrado, está nas questões sobre realismo ou sobre Machado. Temos o resumo aqui.

Dom Casmurro – Machado de Assis

Também de Machado, Dom Casmurro não fica para trás. Tem um texto mais leve, o que não significa que o livro seja menor. Ao ler e reler a obra, percebe-se que há uma complexidade sem igual no livro. A obra narra a história de um (suposto) adultério contada por meio de um narrador cheio de peculiaridades – entre elas, não de fato prova nenhuma de que foi traído. Todos os personagens do livro têm traços psicológicos extremamente definidos, o que dá ao livro uma profundidade sem igual. Também temos o resumo aqui.

O Ateneu – Raul Pompéia

Contemporâneo de Machado, Raul Pompéia foi capaz de agregar em O Ateneu elementos de várias escolas literárias. É possível perceber traços realistas, naturalistas, parnasianistas, impressionistas e expressionistas. Toda essa densidade é usada para fazer uma dura crítica à sociedade brasileira do século XIX por meio da história de Sérgio, um estudante de um colégio interno tradicional no Rio de Janeiro. Nosso resumo dá mais detalhes.

Iracema – José de Alencar

Foto preto e branco do escritor brasileiro José de Alencar, que está de perfil, com uma barba branca que chega até o queixoA obra de José de Alencar, publicada em 1865, tem uma importância única na literatura brasileira. É a mais madura das publicações indianistas do Brasil (aqui explicamos melhor o que é o indianismo na literatura brasileira), já que admite várias interpretações e tem uma excelente estrutura narrativa. Muitos consideram o livro como um poema em forma de prosa, o que deixa a leitura bastante interessante. Também temos o resumo.

Gabriela, Cravo e Canela – Jorge Amado

Caricatura de Jorge Amado feita por Cassianito Baseggio e publicado no DevianArt

Arte: Cassianito/DevianArt

Jorge Amado é hoje mundialmente conhecido por conta do livro Gabriela, Cravo e Canela, que foi traduzido em dezenas de idiomas. Além dos personagens fascinantes e da ambientação histórica impecável, a própria Gabriela é a personificação das mudanças que ocorreram na sociedade patriarcal do Nordeste – mudanças essas que se devem à revolução cultural, política e econômica da região.

A Rosa do Povo – Carlos Drummond de Andrade

Trata-se de um dos livros de poesia mais importantes do Brasil. Mesmo que o estilo não seja a sua praia, a forma como Drummond integra família, amigos e cotidiano aos problemas sociais que assolam o mundo é impressionante. Ele aproveita para questionar a função da poesia nas relações humanas, o que nos faz entender um pouco mais sobre o ser poeta. Quem não conhece muito a poesia vai se encantar. Quem já gosta do estilo, vai adorar A Rosa do Povo.

Crônicas da Província Brasil – Manuel Bandeira

O livro Crônicas foi a primeira publicação de Manuel Bandeira em prosa. Os 47 textos são um retrato da modernização da sociedade brasileira no século XX, mais especificamente nos anos 30. Os temas são diversos, mas a ideia de tratar de uma província chamada Brasil, onde a desigualdade e a imaturidade institucional são latentes, é central, o que ajuda a compreender a formação do país – uma boa pedida para pensar em temas de Atualidades e até de Sociologia e Filosofia.

O Tempo e o Vento – Érico Veríssimo

A trilogia de Érico Veríssimo, composta pelos romances “O Continente”, “O Retrato” e “O Arquipélago”, narra acontecimentos ocorridos ao longo de mais de 200 anos e que ajudam a entender a formação do estado do Rio Grande do Sul. A narrativa se passa na cidade fictícia de Santa Fé, com um texto característico da segunda fase modernista, a regionalista.

Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa

Este livro é, sem sombra de dúvidas, uma das obras mais importantes da literatura brasileira. É também uma das mais difíceis de se ler, mas merece um esforço principalmente por conta de sua linguagem original e característica. A dimensão assusta – são mais de 600 páginas sem divisão de capítulos. No entanto, o experimentalismo característico da primeira fase modernista faz de Grande Sertão um livro completamente inovador.

Os Sertões – Euclides da Cunha

O livro Os Sertões traz uma temática próxima à obra de Guimarães Rosa. No entanto, o foco de Euclides da Cunha é mostrar o contraste cultural de dois “Brasis”. Há uma crítica característica das obras pré-modernas ao nacionalismo exacerbado. O autor reforça isso denunciando a extrema miséria da região Nordeste. Vale a leitura pela sensibilidade e pelo humanismo por trás da narrativa. E fique ligado também para não confundir Euclides da Cunha com Guimarães Rosa, nem trocar Os Sertões com Grande Sertão 😉

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