O que você precisa saber sobre o islamismo

Vestibulando ou “enembulando” nenhum conseguirá ter uma boa noção de geopolítica sem entender minimamente o islamismo. O grupo religioso tem cerca de 1,5 bilhões de adeptos no mundo (cerca de 20% da população do planeta!) e sua história nos explica movimentos, culturas e diversos conflitos contemporâneos.

É natural que nós, brasileiros, nos sintamos distantes do Islã. Aqui, cerca de 40 mil pessoas são muçulmanas. Um dos poucos eventos históricos do país que envolvem muçulmanos foi a longínqua Revolta dos Malês, que ocorreu em 1835 e fez parte do grupo de conflitos que ocorreram durante o Período Regencial (outros conflitos famosos da época foram a Revolução Farroupilha, a Cabanagem e a Sabinada).

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7 perguntas e respostas

Nosso objetivo neste texto é criar um roteiro rápido e eficaz de leituras e conceitos com tudo o que um vestibulando precisa saber sobre o islamismo. Vamos responder as questões essenciais sobre o tema e explicar os eventos atuais que envolvem grupos extremistas islâmicos.

Vamos começar com as sete coisas que você precisa saber sobre a segunda maior religião do mundo – fica atrás apenas do cristianismo:

1. De onde vem o islamismo?

A religião foi fundada na península árabe por um mercador chamado Maomé no início do século VII. Ele relatou que em um de seus retiros espirituais recebeu, por meio do anjo Gabriel, a palavra de deus. Nesta aula, o professor Thiago explica a gênese da religião e como ela ajudou a desenvolver a civilização na Idade Média:

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2. Islã, islamismo ou muçulmano?

  • Atenção às diferentes palavras que fazem referência à religião:
  • o islamismo é a religião criada por Maomé;
  • o Islã é o conjunto de povos islâmicos;
  • o muçulmano (ou islâmico) é o seguidor da fé islâmica.

3. O que significa Islã?

O termo foi criado por Maomé e quer dizer submissão. No entanto, não pense que essa relação de rendição é exclusiva do islamismo: os cristãos também têm em sua história uma forte relação de temor a deus.

Outra coisa interessante, e que reforça o caráter pacífico e tolerante do grupo religioso, é sua ligação com a palavra salam, que em árabe significa paz.

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4. Os islâmicos são contra outras religiões?

Não. Aliás, a origem do islamismo é a mesma do cristianismo e do judaísmo, todas a partir da vida do profeta Abraão. Este texto da Wikipedia explica como ele foi o responsável pelo desenvolvimento do monoteísmo (que é a crença em um único deus) no mundo.

5. Todo árabe é muçulmano?

Negativo. Duas coisas são importantes sobre esse ponto: a Arábia é região localizada na península arábica, onde estão localizados sete países. O conceito de Mundo Árabe, no entanto, ultrapassa as fronteiras da península.

Países do Oriente Médio e do norte da África, que também possuem elementos culturais similares, são considerados países árabes. No total, 22 países fazem parte do Mundo Árabe.

A língua árabe é o principal elo entre esses países, mas outras questões culturais também são considerados na conceito de país árabe. Dentre esses aspectos em comum, o islamismo é um dos elementos, mas não é exclusivo.

Por sua vez, o islamismo está espalhado pelo mundo. Apenas 18% da população muçulmana está no Mundo Árabe. O país com o maior número de muçulmanos, por exemplo, é a Indonésia, na Ásia.

6. Quem é o deus muçulmano?

Assim como os cristãos e os judeus, os muçulmanos creem em um único deus. Alá, que significa deus em árabe, é o mesmo adorado nas três religiões.

Uma das particularidades dos muçulmanos é que figuras presentes nas outras religiões monoteístas também aparecem no Alcorão – que é o livro sagrado do Islã. Os muçulmanos acreditam, por exemplo, em Jesus, Noé e Moisés.

7. Por que alguns islâmicos são extremistas?

Conforme comentamos no começo do texto, uma das origens da palavra islã é salam, que significa paz. Paz e tolerância são, portanto, parte fundamental da doutrina seguida pela grande maioria dos muçulmanos.

Entretanto há um grupo de extremistas que, por conta de uma interpretação do Alcorão, considera a violência como uma forma de garantir a manutenção do Islã em seu estado puro. Essa divergência é explicada pelas divisões entre as duas grandes vertentes do islamismo: sunitas e xiitas.

Enquanto os xiitas são rigorosos em relação aos escritos sagrados, os sunitas, que representam 90% da comunidade muçulmana, são mais progressistas. Apesar de historicamente os xiitas serem mais radicais, alguns grupos sunitas também consideram a violência como essencial para garantir a sobrevivência do islamismo – e o Estado Islâmico, de origem sunita, é o principal deles.

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Islamismo na atualidade

Explicados esses pontos históricos, vamos agora partir para a atualidade. Se você acompanha o noticiário já deve ter se dado conta que há no mundo uma islamofobia – ou seja, uma aversão aos muçulmanos – nos países do Ocidente. Um fato recente emblemático que denota esse preconceito é a declaração do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando ainda era candidato, de que, se eleito, iria proibir a entrada de muçulmanos nos EUA.

Esse tipo de reação entre grupos políticos conservadores intensificou-se depois que uma série de atentados terroristas que foram assumidos pelo Estado Islâmico. Sobre o grupo, seus principais atentados, a relação dos muçulmanos com o Ocidente e as formas como isso pode aparecer no Enem ou no vestibular, recomendamos a leitura desses três textos:

  • O que é o Estado Islâmico: O grupo em si não é uma pauta para a prova. Contudo, entender suas características, sua origem e sua atuação explica como os países do Ocidente vêm se organizando para controlá-lo.
  • Crise migratória no Mediterrâneo: As ações do Estado Islâmico e a crise econômica na Síria e nos demais países da região têm ocasionado a fuga de milhares de pessoas, que rumam pelo Mar Mediterrâneo à Europa em busca de melhores condições de vida. Esse movimento é uma das maiores crises migratórias da história. A chegada de imigrantes países como a França e a Alemanha tem sido fortemente rechaçada por grupos políticos conservadores, o que vem fomentado a islamofobia que comentamos antes.
  • Atentados terroristas na França de 2015: Duas das ações mais agressivas ocorreram em Paris. O texto explica por que o país virou alvo do Estado Islâmico e mostra a histórica relação entre a Europa e a religião de Maomé.

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