O que são cladogramas? E por que algumas provas adoram esses diagramas?

Você já ouviu falar em cladogramas? Esse é o nome científico para aqueles esquemas da Biologia que mostram a evolução dos seres vivos.

A matéria é uma presença frequente em provas como a da UFRGS. Mas esse nome complicado nem sempre aparece.

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O que significa “cladograma”?

Quando aparecem essas palavras com “cara” de complicadas, a dica é tentar quebrar em pedaços e ver o que dá para deduzir. Por exemplo: que outra palavra terminada em “-grama” você conhece?

Que tal usar cronograma? Cronograma é uma forma de organizar o tempo. Então podemos deduzir que cladograma é uma forma de organizar… o clado?

Cladograma mostra os principais grupos de animais, em ordem evolutiva

Hehe é bem isso. “Clado” vem do grego e significa “galho”, como o das plantas mesmo. E não é que cladogramas parecem mesmo “arvorezinhas”?

Em termos mais formais, cladogramas são diagramas que identificam a sequência evolutiva de um dado grupo de seres vivos, partindo de um ancestral em comum. Isso significa que é possível fazer um cladograma de todos os animais, por exemplo, ou só do subgrupo dos cordados.

Cladograma mostra os cinco principais cordados, em ordem evolutiva

A importância dos nós

Nessas “árvores”, cada “galho” vai representar uma subdivisão. O “nó” onde o galho encontra o tronco também é super importante.

Cada nó representa um marco evolutivo. Isso significa que houve uma evolução naquele ponto, e a partir dali criou-se uma nova subdivisão.

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Pensando no dia a dia, por exemplo, você poderia pensar em você criança e você agora. Quando o “marco evolutivo” do primeiro celular ocorreu, sua vida (provavelmente) mudou completamente!

Na Biologia, assim, os artrópodes foram os primeiros a terem membros articulados. E é graças a essas articulações — no nosso caso, ombros, cotovelos, joelhos — que podemos correr, pular, rebolar.

Outro exemplo que é de interesse das provas é o da respiração pulmonar. Uma vez que conseguiram extrair oxigênio (O2) do ar, os animais puderam passar a viver exclusivamente no ambiente terrestre. Até então (anfíbios), mesmo que pudessem ir para a terra, ainda precisavam da pele sempre úmida para realizar a respiração.

Cladograma das plantas

Um dos cladogramas mais comuns nas provas é o das plantas. Normalmente, quando se estuda Botânica, a ordem de aprendizagem é: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.

Essa ordem não é à toa: cada um desses grupos tem uma característica evolutiva em relação ao estudado antes. E, claro, essas evoluções vão permitindo novos comportamentos, novos ambientes, maior perpetuação da espécie (em alguns casos).

No caso das plantas, os nós que você precisa lembrar são, em especial, sobre a reprodução e a condução de nutrientes. Uma macete para lembrar é que reprodução tem a ver com fruto, que dá para relacionar com a maçã, chamada de “fruto do pecado”.

É importante lembrar que, nos cladogramas, os “galhos” se separam levando em conta esses dois aspectos, e não apenas um deles isoladamente. Na imagem abaixo, tente identificar esses elementos.

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Reprodução

Briófitas são o primeiro grupo e ter embrião, deferindo-se assim das algas verdes (que não são plantas). Porém as briófitas não têm semente, flor nem fruto. Reproduzem-se sexuada ou assexuadamente. Exemplos de briófitas são os musgos.

Pteridófitas já apresentam caule, raízes e folhas. Porém, seguem sem semente, flor nem fruto. Como o grupo anterior, podem reproduzir-se sexuada ou assexuadamente. Exemplos de pteridófitas são as samambaias.

Gimnospermas apresentam, pela primeira vez, a estrutura reprodutiva da semente. Mas atenção: aqui ainda não aparecem flores nem frutos. Exemplos de Gimnospermas são os pinheiros.

Angiospermas, no cladograma, ficam na extrema direita, pois possuem sementes, flores e frutos. O fruto é desenvolvido a partir do ovário da planta. São divididas em monocotiledôneas (como milho e cana-de-açúcar) e dicotiledôneas (como feijão e manga).

Cladograma mostra os quatro grupos de plantas, em ordem evolutiva

Transporte de nutrientes

Briófitas não têm tecidos condutores. Os nutrientes são transportados por difusão, o que é um processo lento. Isso justifica, entre outros fatores, por que o porte dessas plantas costuma ser pequeno.

Pteridófitas apresentam os primeiros tecidos condutores, chamados xilema e floema. O xilema conduz água e sais minerais, enquanto o floema conduz a seiva elaborada. Por isso, são plantas de porte maior.

As gimnospermas, por serem mais evoluídas, mantém os tecidos condutores. Esse também o caso das angiospermas.

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