Muhammad Ali além do boxe: uma inspiração e uma aula de História

A morte do lutador Muhammad Ali na sexta-feira, dia 3 de junho de 2016, causou comoção não apenas pela perda de um grande esportista. Sua história é a de um homem que inspirou por ações e ideias também fora dos ringues. Conhecê-lo é compreender um pouco da história recente dos Estados Unidos. Muhammad Ali morreu aos 74 anos, após 34 anos de luta contra o Mal de Parkinson. Ele cresceu sob o nome de Cassius Marcellus Clay Jr., mas passou a se chamar Muhammad Ali após entrar para o grupo religioso Nação do Islã, em 1964.

O controverso ativista Malcom X, um dos membros do grupo, foi uma espécie de mentor de Muhammad Ali. Malcom X morreu assassinado em 1969, aos 49 anos.

Por que sua importância vai além do esporte?

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Para Muhammad Ali, títulos de campeão mundial ou dinheiro eram menos importantes do que a paz. Em 1967, ele recusou-se a lutar na Guerra do Vietnã, alegando motivos religiosos e afirmando não ver motivos para ir a outro país matar inocentes que nada haviam feito contra seu povo. A recusa custou caro: ele foi banido do esporte por três anos e enfrentou uma longa batalha judicial, além de perder o cinturão de peso-pesado. Neste período, tornou-se um ícone do discurso contra a Guerra.

Mesmo após o diagnóstico do Mal de Parkinson, Ali manteve-se ativo como uma figura pública importante e inspiradora. Foi nomeado mensageiro da paz pela ONU. Em 2005, Muhammad Ali a Medalha Presidencial da Liberdade – a mais importante dada a um civil nos Estados Unidos.

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