Macete de Literatura ajuda a lembrar das características das escolas literárias

Dependendo da prova que você vai fazer, a lista de livros para serem lidos pode ser enooorme! O Enem não exige leituras obrigatórias, mas pressupõe que a(o) estudante conheça as principais obras da Literatura brasileira. Vestibulares como Fuvest e UFSC, por sua vez, a cada ano exigem uma série de obras que toda(o) candidata(o) deve conhecer.

Saber a qual escola literária pertence cada autor e cada obra parece impossível às vezes. Isso sem contar que alguns autores estão presentes em mais de um momento dessa “história das estórias”. Então, como fazer para estudar tudo isso?

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Neste post, apresentamos para você um macete para lembrar das escolas literárias brasileiras. Confira!

Macete de Literatura

Para lembrar das escolas literárias do Brasil, sugerimos que você use a seguinte frase:

BArRo #RealNatural Porque Sim

B= Barroco   Ar = Arcadismo   Ro = romantismo   #RealNatural = Realismo e Naturalismo   P = Parnasianismo   Sim = Simbolismo

Vale reforçar que os primeiros textos escritos no Brasil pertencem ao momento chamado de Quinhentismo, nos anos 1500. Como foram escritos pelos portugueses que recém estavam colonizando nosso país, no entanto, esses textos normalmente não são considerados brasileiros.

Sentiu falta de algo depois do Simbolismo? Bem observado: a última escola literária dessa lista é o Modernismo. E aí passamos dele aos escritos contemporâneos, que não são considerados pertencentes a uma escola. No caso do Modernismo, vinculado em especial à Semana da Arte Moderna de 1922 nas questões, fica fácil de lembrar.

Características da escolas

Talvez você está pensando: mas de que adianta saber os nomes se cada escola tem um lista enorme de características? Bom, aqui vai o segundo macete: as obras de cada escola se alternam entre focar na razão ou na emoção.

Assim, o Barroco é uma escola focada em emoção. Certo e errado batem de frente o tempo todo, como céu e inferno: é a escola dos opostos, ou antíteses, como costuma cair da prova. O Arcadismo, por sua vez, é a escola da razão, tudo é muito calculado, a cabeça domina o coração.

É importante você fazer a conexão entre a Literatura e a História: no século 16, o mundo vivia a Contrarreforma, quando a Igreja tentava combater os infiéis. Por isso, faz sentido esse debate entre céu e inferno. Já no século 17, os Iluministas influenciavam o pensamento mundial, então é claro que os escritores estavam também usando mais a cabeça do que o coração.

Seguindo a mesma lógica de razão X emoção, temos o Romantismo como emoção (essa você já sabia, vai!), o Realismo (e o Naturalismo e o Parnasianismo) como razão, e o Simbolismo de volta com foco na emoção.

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Atenção às escolas simultâneas

Você reparou que o nosso macete de literatura tem a hashtag #RealNatural, escrito como uma palavra só? Isso é para você lembrar que ambas as escolas Realismo e Naturalismo aconteceram ao mesmo tempo. O Parnasianismo, também.

E qual a diferença? Em resumo, o Realismo fazia uma análise da realidade baseada no pensamento positivista, ou em outras palavras, em como as pessoas viam o mundo. Já o Naturalismo se baseava no pensamento determinista, ou de outro jeito, as pessoas de comportam da maneira como o lugar em que elas vivem faz com que se comportem.

Assim, Machado de Assis, principal nome literatura brasileira e do Realismo, vai falar da burguesia corrupta, ambiciosa. Já Aluísio Azevedo, principal nome do Naturalismo e autor de “O Cortiço”, vai falar das camadas menos favorecidas, comparando as pessoas a animais. Machado de Assis deixa que o leitor tire suas conclusões; Aluísio de Azevedo faz as conclusões ele mesmo e o leitor só tem que aceitar.

Modernismo e contemporaneidade

Entre a escola simbolista e a moderna, tem-se um período chamado de pré-modernismo. Mas atenção: é um período de transição, em que movimentos de vanguarda da Europa foram disseminado pelo mundo. Mas não é uma escola propriamente dita.

O Modernismo, depois dessa vanguarda europeia, sai dessa lógica de razão X emoção. Foca-se em inovação, exploração de formas e muita, mas muita mistura de coisas. Fica fácil de lembrar, né? Até então, era “cada um no seu quadrado”, e depois da transição, é “tudo junto e misturado” 😉

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Livros para o Enem

Como já foi dito, o Enem não faz uma lista de livros que você tem que ler. Mas, para conhecer e entender melhor o que os autores de cada uma dessas escolas literárias queria com as obras de cada período, o ideal é que você leia pelo menos alguma coisa do que eles escreveram.

A seguir, compilamos uma lista de livros e poemas que você deve, no mínimo, saber que existem. Alguns deles estão resumidos na nossa seção de Resumos de Livros e tem até versão de alguns clássicos em quadrinhos!

  • José de Alencar – autor do Romantismo tem romances de costume, como “Senhora” e “Lucíola“; indianistas, como “Iracema“; e regionalistas.
  • Castro Alves – poeta da terceira geração do Romantismo, de cunho social (condoreira) e abolicionista, é autor de “O Navio Negreiro”
  • Machado de Assis – por ser “top” na literatura brasileira, é interessante conhecer os detalhes de duas de suas principais obras: “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas“. Busque conhecer personagens centrais, narradores (Bentinho e Brás Cubas, respectivamente), e em torno de quê as estórias se desenvolvem.
  • Aluísio de Azevedo – naturalista, é autor de “O Cortiço“, outra obra que também costuma ser cobrada com detalhes sobre o local em que se desenrolam as histórias e, em geral, os tipos de temas (degradantes) que envolvem. É importante conhecer o dono do cortiço, João Romão, sua consorte, a escrava fugida Bertoleza, além de Pombinha e Rita Baiana, entre outros.
  • Manuel Brandeira – poeta da primeira fase romântica, escreveu “Estrela da Vida Inteira
  • Graciliano Ramos – regionalista da segunda fase romântica, escreveu “Vidas Secas
  • Jorge Amado – um dos principais autores brasileiros e o mais associado ao Romance de 1930, escreveu “Capitães de Areia

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