Gênero e sexualidade: maioria quer assuntos no currículo escolar

Gênero e sexualidade foram duas palavras que apareceram bastante na campanha eleitoral de 2018 – com conotações variadas através do espectro político. O tema é atual e crítico: as estatísticas indicam que ao menos uma pessoa morre por dia no Brasil por homofobia, segundo reportagem da Folha. Mas você sabe o que é cada coisa e o que seria a tal “ideologia de gênero“, que segue sendo mencionada em muitos discursos por aí?

Se você não sabe, não se preocupe: segundo uma pesquisa encomendada pelo MEC no início de 2018, 62,6% dos brasileiros e das brasileiras não sabem explicar o que é “ideologia de gênero”. Essa proporção é praticamente de duas em cada três pessoas. Uma das propostas da Escola sem Partido – movimento que se apresenta como um representante de pais e alunos contrários ao que chamam de “doutrinação ideológica” – é proibir o tratamento de gênero e sexualidade em sala, entre outros temas.

 

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Dados da pesquisa

A pesquisa do MEC também questionou se questões de gênero e sexualidade devem estar entre os temas que crianças e jovens aprendem na escola. Mais da metade (55,8%) das pessoas respondeu que sim, enquanto pouco mais de um terço (38,2%) disse que não.

Quando a pergunta era sobre a existência e a gravidade do preconceitos contra negros nas escolas, 77,2% das(os) entrevistadas(os) afirmou que o racismo existe e é muito grave. O mesmo percentual entende que o tema deve estar no currículo escolar.

Os números são semelhantes em relação à homofobia: 75% das pessoas ouvidas pela pesquisa entendem que o preconceito contra gays nas escolas existe e é muito grave. Outros 17,3% consideram que a homofobia existe pouco e não é nada grave. Quando perguntados se a homofobia deve estar os temas estudados, 65,2% de pessoas afirma que sim, deve, enquanto outros 30,1% dizem que não deve.

Gênero e sexualidade

Como é comum os termos “gênero” e “sexualidade” aparecerem juntos, muita gente se confunde sobre o significado de cada um. Mas a diferença existe, e é bem grande.

“Gênero” tem a ver com como a pessoa se identifica, ou seja, se a pessoa é mulher, homem ou se vê de outra maneira. A visão binária entende apenas a existência de duas possibilidades, enquanto visões não-binárias entendem que há mais de dois gêneros possíveis.

“Sexualidade” tem a ver, como o nome indica, com o comportamento sexual. As orientações mais conhecidas são heterossexual (quando a atração é por pessoas de outro gênero), homossexual (quando é por pessoas do mesmo gênero) e bissexual (quando não importa o gênero da outra pessoa). No entanto, vale lembrar que existem outras orientações possíveis.

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“Ideologia de gênero”

A expressão “ideologia de gênero” é usada por discursos que entendem que há apenas dois gêneros e que eles correspondem ao conjunto cromossômico de cada pessoa. Assim, XX é mulher, XY é homem.

No entanto, pesquisadores desde a década de 1960 entendem que gênero e genitália são coisas diferentes. Simplificando bastante o conceito, é a maneira como a pessoa se sente e se comporta, e acima de tudo o modo como se identifica que vai determinar o gênero – e isso independeria do código genético.

Temas de redação

Por serem bastante polêmicos, temas de redação que abordem diretamente questões sobre gênero e/ou sexualidade têm menos chance de cair. Além disso, há quem acredite que o atual contexto político imponha ainda mais uma barreira à abordagem desses assuntos na prova do Enem – especialmente depois que o MEC anunciou que vai eliminar do Banco Nacional de Itens questões que tratem sobre a chamada “ideologia de gênero”.


No entanto, como ambos os conceitos são formas de definir pessoas, e pessoas estão em todos os lugares, é bom você prestar atenção às possíveis implicações dessa discussão em outros temas. Qualquer proposta que trate de direitos, preconceitos ou violência, por exemplo, vai tangenciar a questão.

Além disso, é importante lembrar que tanto gênero quanto sexualidade, assim como raça, religião e status socioeconômico (entre outros fatores), são classificações que segmentam as pessoas e constroem minorias/maiorias. Nesse sentido, há inúmeros grupos estigmatizados e excluídos. Em um país como o Brasil, virtualmente qualquer exclusão pode entrar em qualquer tema de redação.

Pesquisa do MEC

O levantamento encomendado pelo Ministério da Educação (MEC) e realizado em janeiro de 2018 só foi divulgado em fevereiro de 2019, quando a TV Globo teve acesso ao documento através da Lei de Acesso à Informação. Segundo o G1, o MEC não disse por que motivo não divulgou os dados antes.

Realizada com 2.004 pessoas em 11 estados e no Distrito Federal, a pesquisa investigou quais assuntos as pessoas achavam que deveriam integrar o currículo escolar. Outras questões eram sobre os problemas nas escolas públicas do país.

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