Festival reúne escritores, e os temas em debate podem te ajudar a estudar

Você já deve ter ouvido fala da Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, que ocorre desde 2003 na cidade histórica localizada no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro. Escritores de vários cantos do mundo, editores e o público interessado em literatura encontram-se para participar de atividades como debates, leituras, performances, entre outras. A cada ano, um autor nacional é homenageado. Para saber tudo sobre a Flip, é só acessar o site oficial do evento. Em 2016, a Flip começou no dia 29 de junho e vai até o dia 3 de julho.

Mas o que a Flip tem a ver com seus estudos? Muito! Olha só:

Ao conhecer os autores convidados para o evento, você descobre que a literatura pode ser uma porta de entrada para compreender temas importantes da atualidade. Quer exemplos?

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Ganhe uma nova perspectiva sobre a Síria e a crise migratória lendo sobre o escritor Abud Said. Se precisar, revise nossa aula sobre o tema.

O debate que ocorre no domingo, às 10h, terá a participação de Abud Said. Ele nasceu em 1983 na Síria e precisou interromper os estudos de economia por causa da instabilidade política na região em que vivia. O site oficial da Flip conta que, em 2009, o escritor abriu uma conta no Facebook e passou a fazer relatos do cotidiano – cheios de sarcasmo e ironia – sobre os tempos de guerra.

O livro dele tem, em Português, o título de O cara mais esperto do Facebook (Editora 34, 2016). Hoje, Abud Said vive asilado em Berlim. O mais interessante? Seus relatos não falam só da guerra, mas tratam de questões bem próximas a todos os que decidem se expor nas redes sociais. Este texto do jornal Folha de S. Paulo descreve a experiência de ler o escritor sírio.

Foto sem data Ana Cristina CÈsar, poetisa.

Descubra mais sobre Literatura Contemporânea acompanhando as homenagens à escritora Ana Cristina Cesar. A gente dá uma força para quem não lembra muito sobre esse tema: revise com a nossa aula.

A escritora homenageada do ano pela Flip é a carioca Ana Cristina Cesar, que morreu aos 31 anos, em 1983. O site do Instituto Moreira Salles traz uma biografia da escritora. Ela é considerada um dos principais nomes da poesia brasileira do século XX. Em uma era pré-internet, Ana Cristina confeccionava seus livros de forma artesanal até lançar sua primeira obra por uma editora, em 1892: a coletânea A teus pés, relançado pela Companhia das Letras. Durante a Flip, será lançada uma fotobiografia da poetisa, com documentos e fotos inéditos da autora. O jornal O Globo publicou uma reportagem sobre o novo livro e os outros lançamentos que homenageam Ana Cristina.

O site El País abre seu texto sobre a escritora avisando: “Prepare-se para dias intensos de Ana Cristina César (1952-1983), a poetisa carioca que foi ícone da poesia marginal que marcou a geração de 70, no Brasil, mas da qual você não escutou falar o suficiente.”

De acordo com o site Brasil Escola, Ana Cristina foi uma das principais representantes da Poesia Marginal, movimento literário também conhecido como Geração Mimeógrafo. Paulo Leminski, Francisco Alvim, Torquato Neto e Chacal foram alguns dos outros nomes que fizeram parte desse movimento. O site descreve o estilo da escritora:

Ana diferenciou-se de seus contemporâneos por conta de um senso estético ímpar, além de um vasto repertório intelectual que levou sua poesia para além das agendas ideológicas. As principais características de sua poesia são a atração pelo insólito do cotidiano; ênfase na experiência existencial; valorização do coloquialismo; o discurso construído na primeira pessoa; o culto do instante, entre outras.

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É isso mesmo: na Flip, também tem Matemática! Depois de conhecer o Edward Frenkel, você pode se apaixonar pela matéria, uma das mais temidas pelos estudantes. Se isso acontecer com você, nossa dica é: estude com a gente!

O jornal Folha de S. Paulo publicou no ano passado uma reportagem com o título “Gênio e galã, Edward Frenkel quer fazer matemática cool” sobre o livro Amor e Matemática – O Coração da Realidade Escondida. Na obra, Frenkel conta como se apaixonou pela matéria. Na opinião dele, a Matemática é cheia de beleza – e é culpa dos professores que os alunos não percebam isso. Frenkel é russo e hoje é professor na Universidade da Califórnia. Quer saber o mais curioso? Frenkel dirigiu e atuou em um curta-metragem que ilustra esta paixão.

Será que depois de conhecê-lo você vai se convencer?