Estude melhor: 13 dicas para turbinar a sua memória

Você confia na sua memória? Se a sua resposta é sim, então aqui vai nosso alerta: cuidado. Para que você estude melhor, não basta apenas ler e assistir às aulas. 

Apesar de os vestibulandos afinarem a memória por meio dos estudos, algumas pesquisas apontam que, por mais que nos esforcemos, nossa capacidade de guardar coisas na mente é mais imperfeita do que imaginávamos.

 
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Para contornar os limites do nosso cérebro, há uma série de técnicas para turbinar a memória, inclusive nós já publicamos muitas dicas sobre o tema, como técnicas para guardar fórmulas de Física e para evitar um branco na hora da prova.

Há métodos que, se utilizados periodicamente, podem dar uma mão na hora da prova. Avaliamos vários deles e separamos 13 que podem ajudar qualquer vestibulando a melhorar a memória. Confira!

1. Fazer mapas mentais

À medida que o tempo passa, algumas coisas vão sumindo da nossa mente. Para tentar nos ajudar, nosso cérebro costuma juntar fatos que nem sempre têm relação entre si — ele pode, por exemplo, confundir a cor de uma camisa do seu pai com a de um professor.

O pior é que, às vezes, essa imagem fica tão real no nosso cérebro que passamos a confiar demais em coisas que nunca existiram. Isso ocorre porque, em geral, somos bons para lembrar formatos, mas não necessariamente as suas localizações.

Para fazer com que os conceitos de algumas disciplinas não se misturem com outras, nossa dica é recorrer aos mapas mentais, que fortalecem memorização de conceitos complexos, diminuindo o risco de esquecê-los ou confundi-los com outros.

2. Utilizar macetes

Quando há conteúdos que precisam ser decorados em vez de assimilados, a saída é recorrer aos macetes. Fórmulas de matemática, física e química, por exemplo, às vezes têm uma origem tão complexa que não vale a pena se deter aos detalhes.

Existem vários esquemas já desenvolvidos por professores — uma busca rápida no Google dá uma ideia da variedade deles. Nossa dica é que você organize os macetes para lembrar conteúdos que você considera mais difíceis. Depois, escreva-os em um papel e cole na parede, assim você pode olhar periodicamente para ele enquanto estuda.

3. Recorrer ao humor

Há elementos que são definitivos na hora de registrar um fato. De acordo com pesquisas, o humor é um deles. Não se sabe ao certo o motivo, mas o humor ajuda a recordar, já que é uma resposta emocional a um fato externo — e questões emocionais são mais facilmente lembradas. Não é à toa que muitos professores vivem fazendo piadas e divertindo os alunos enquanto ensinam.

4. Ter pensamento positivo

Nem todas as emoções ajudam a memória. O desespero, por exemplo, não combina com os estudos. Para nos tornar pessoas mais felizes, o cérebro tende a apagar situações negativas, por isso a ansiedade e a preocupação devem ser evitadas ao máximo.

Sabemos o quanto isso é difícil para um vestibulando, mas boa dica é seguir um cronograma de estudos. Essa é uma excelente técnica para calcular sua evolução em uma matéria, além de provocar a sensação de que as coisas vão dar certo.

5. Revisar sempre

Sempre que aprendemos algo, nosso cérebro tenta criar uma associação com outra coisa. Assim, a informação é acessada posteriormente da forma mais rápida possível. Quando evoluímos em um conteúdo de uma matéria, por exemplo, vamos percebendo como as coisas estão relacionadas.

É só observar como na química, por exemplo, entender de atomística é essencial para aprender química inorgânica. Por isso, periodicamente, é importante revisar temas que reaparecem no seu cronograma de estudos. Assim, as associações vão ficando cada vez mais fortes.

6. Alimentar-se bem

A memória não depende apenas de estudo e técnicas de aprendizagem. Nosso cérebro precisa de muita energia para funcionar, e uma boa alimentação é definitiva para seu bom desempenho.

No texto sobre como evitar os apagões durante as provas, mostramos que o cérebro gera resíduos oxidantes enquanto funciona. Por isso, é importante “desenferrujar” o cérebro com alimentos antioxidantes para ajudar na memorização.

A parte ruim disso é que nem todos os alimentos antioxidantes são unanimidades. Abacate, espinafre e lentilha, por exemplo, são ricos em vitaminas B, D e E. Castanhas e salmão possuem outra substância essencial para a memória, o ômega-3. Se você gosta dessas refeições, ótimo! Elas dão ao cérebro mais fluidez e aumentam a capacidade de transporte de mensagens e sinais.

7. Não abrir mão do sono

Uma boa noite de sono também é uma ótima aliada para melhorar a memória. Especialistas explicam que o sono garante a restauração do sistema nervoso central, permitindo que os neurônios troquem informações de maneira coordenada e consolidem o que foi aprendido durante o dia anterior.

Para isso, você deve dormir regularmente, de 7 a 9 horas por dia. Esse tempo varia de pessoa para pessoa, e o ideal é conferir com o seu médico qual o período ideal para você.

8. Pensar em nada

Essa dica parece boba, mas pode ajudar muito na hora da prova. Lembra aqueles apagões que comentamos anteriormente? Eles podem ser causados por uma situação de estresse mental causado pelo excesso de atividade.

É como se as conexões neurais ficassem sobrecarregadas, não havendo oxigênio suficiente para que o cérebro cumpra todas as atividades requeridas. Para garantir que as funções vitais não deixem de funcionar, o órgão acaba abandonando algumas atividades que estavam sendo executadas, como a memória.

A solução é algo bem simples: pense em nada. Dedique alguns minutos para fugir da realidade e imaginar coisas vagas, músicas ou lembranças que dão prazer. Isso vai relaxar a mente e fazer com que a ordem se restabeleça nesse órgão tão misterioso quanto essencial que é o cérebro.

9. Ensinar a um amigo

Mesmo que você goste de estudar sozinho, não abra mão de dar uma força para os colegas. É que além de ajudá-los, você também ajuda a si mesmo. Quando você ensina a alguém, repete o conteúdo que estudou e tem mais chances de memorizar.

Outra dica que se encaixa bem nessa técnica é conversar sobre o assunto com alguém. Se você agir como um professor, ensinando, explicando e conversando, sua mente lembrará com maior facilidade na hora da prova.

Isso acontece porque, ao explicar para outra pessoa, seu cérebro cria conexões e linhas de raciocínio para que a informação se torne clara. Além disso, quando você ensina, repete; e a repetição é outra grande aliada da memorização.

10. Gravar seus estudos

Que tal gravar você mesmo explicando os conceitos que acabou de aprender? Faça isso de forma organizada e reserve um tempo livre para escutar as gravações. Pode ser no ônibus ou enquanto caminha.

Você também pode gravar as aulas do professor, caso faça aulas presenciais. Esse método estimula a memória auditiva, ajudando a reter mais informações.

11. Fazer associações absurdas

Você já parou para observar que as pessoas se lembram com facilidade de coisas absurdas? Isso acontece porque a criatividade é muito eficaz quando o assunto é memorização.

Fazer associações é simples: você relaciona o que deve ser lembrado com algo que chame muita atenção. Você pode fazer associações com objetos, assim, fica mais fácil lembrar. E quanto mais absurda for a associação, mais facilmente será armazenada pela memória.

Por exemplo: se você nunca lembra o nome das pessoas, pode ligar o nome delas a algum lugar ou objeto. Faça associações como: Júlia da loja de flores, Roberto do carro preto etc.

Os acrônimos — palavras formadas por meio da junção de letras ou de sílabas de um grupo de palavras — também são formas de associação muito úteis. Trata-se de siglas que você cria para fixar assuntos que exigem mais do que entendimento. É uma espécie de decoreba, mas muito eficaz.

12. Explicar para você mesmo

Quando você explica para você mesmo o que acabou de estudar, faz com que o cérebro saia da inércia e processe as informações assimiladas, transformando-as em conhecimento. É importante que essas explicações sejam feitas em voz alta, como se estivesse ensinando a outra pessoa.

A dica é simples, não é mesmo? Apesar da simplicidade é muito poderosa e deve ser explorada ao máximo, já que a técnica é capaz de transferir as informações da memória curta para a longa se for utilizada com frequência.

13. Fazer resumos

Os resumos e fichamentos são bem conhecidos dos alunos, certo? Eles são textos construídos após a leitura — nunca durante — que poderão ser consultadas depois para encontrar informações de forma rápida.

Porém, os resumos são bem mais úteis que isso. Eles também ajudam a melhorar o aprendizado, já que ao ler novamente o conteúdo, você fixa melhor as informações por meio da repetição.

Além dos resumos, use e abuse de exercícios e simulados. E quando os exercícios forem de cálculo, faça-os a cada cinco horas durante quatro dias. Fazendo isso, você estimula as redes neurais, ativando a memória de longa duração. Mas, fica um alerta: para aprender realmente, não adianta ficar decorando. É preciso compreender o assunto e não apenas repeti-lo.

E aí, gostou das nossas dicas para turbinar sua memória? Você acredita que elas vão fazer com que estude melhor e tenha mais aproveitamento? Então, aproveite para assinar nossa newsletter e receba mais conteúdos como esse!

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