Economia compartilhada: a revolução no consumo de bens e serviços

Já imaginou emprestar seu quarto para um estranho e ganhar um bom dinheiro com isso? Ou até mesmo dividir seu carro ou suas roupas com pessoas totalmente desconhecidas? Esse tipo de comércio, conhecido como economia compartilhada, é um pouco diferente da tradicional negociação de compra e venda, mas está cada vez mais popular no mundo. Tanto que seus principais serviços e produtos já valem muitos bilhões de dólares. É mole? Claro que não. Por isso nós, do Vestibular.com.br, levantamos cinco coisas que você precisa saber sobre o assunto.

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Agravamos às cinco coisas:

1) A tecnologia, sempre ela…

Para entender a economia compartilhada é preciso que você saiba que ela tem a tecnologia como grande aliada. São os novos aplicativos e redes sociais que nos possibilitam ter acesso rápido e prático a novas formas de consumo. Através de plataformas colaborativas, onde se opina e se compra, os usuários podem utilizar diferentes bens e serviços de uma maneira rápida e ágil. Alguns já são bem conhecidos do público, quer ver?

  • Uber: Famoso em grandes cidades do mundo por oferecer caronas pagas com motoristas cadastrados. É uma alternativa aos táxis urbanos.
  • Airbnb: Serve para alugar casas em outra cidade ou país sem precisar da ajuda de uma agência de turismo. O serviço funciona em cerca de 50 países.
  • Estações de bicicleta: Outro modelo de negócio famoso no Brasil, onde serviços de locações de bicicletas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre facilitam transportes de pequenas distâncias.

2) A crise global fomentou a economia compartilhada

Essa modalidade foi bastante motivada pela crise financeira mundial de 2008. A crescente preocupação com os problemas ambientais e com o desenvolvimento sustentável também agilizaram essa mudança. Com os altos índices de desemprego das nações desenvolvidas no final da década passada, houve uma pressão pela readequação de sistemas produtivos de diversos mercados, tanto de produtos quanto de serviços. Foi um período complicado, mas também de muitas oportunidades para novas empresas, que ganharam mercado rapidamente com a ajuda de ideias inovadoras.

3) A lógica é social

Um dos segredos da economia compartilhada é a rede que se cria por trás dos produtos. No caso do Airbnb, o site utilizado para unir locatários e locadores de imóveis, os consumidores ajudam no ranking dos melhores serviços. Um histórico de avaliações ajuda o novo cliente a decidir se aquela residência que ele pensa em alugar é realmente interessante para ele.

4) Economia compartilhada, mas capitalista

Imagine ficar bilionário oferecendo caronas pelo celular? Pois foi exatamente isso que aconteceu com o Uber, empresa que oferece um serviço de compartilhamento de caronas em grandes metrópoles. Avaliado em US$ 41 bilhões, o aplicativo é uma alternativa aos tradicionais táxis urbanos em quase 250 cidades do planeta.

O modelo de serviço é fácil de entender. Ele localiza o motorista mais próximo do usuário que solicitou a carona e junta os dois. O mais complexo (e interessante) é a forma de precificação. O valor da corrida vai depender de como é a procura por cada trecho. Quanto mais passageiros pedem pelo carro, mais cara é a tarifa. Se a procura for pequena, a tarifa cai. A empresa fica com 20% do que o motorista recebe.

5) Mas nem tudo são flores…

Há críticas ao modelo de comercialização dessas novas empresas. O Uber, por exemplo, é pauta na Justiça de vários países. No Brasil, sindicatos  de taxistas e empresas do ramo reclamam de concorrências desleal e se apegam na legislação para exigir exclusividade nesse tipo de transporte. Nos Estados Unidos, este debate chegou ao Executivo, que começou a discutir como será a regulamentação para a economia compartilhada.

Difícil saber o desfecho, mas especialistas acreditam que o modelo de economia compartilhada chegou para ficar e pode dominar vários mercados no futuro.


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