Dicas de como, quando e por que realizar simulados

Se você já fez ou ainda faz algum cursinho pré-vestibular ou para o Enem, deve realizar simulados com uma certa frequência, certo? Mas será que eles ajudam? Será que são suficientes para o seu objetivo?

Ajudar, ajudam. Mas provavelmente não são tão eficientes quanto poderiam. Isso porque os cursinhos não levam em conta as particularidades de cada aluno.

Cada um e cada banca

Os simulados geralmente são genéricos, com questões de diversas matérias e bancas examinadoras. Mesmo os voltados para o Enem, que teria uma tendência de ser mais uniforme, acabam sendo alguma medida uma “salada mista” de fontes.

Por isso, o ideal é que você tente personalizar essa experiência para o seu perfil. De acordo com seus pontos fortes e fracos, crie um esquema de realização de simulados. Confira cinco dicas!

1. Pelo menos um por mês

Estipule uma ou duas datas mensais para elaborar simulados. A internet está cheia deles.

Tire pelo menos meio período do seu dia para isso. Imprima os simulados, sente em um local confortável, com uma mesa própria para estudos, e resolva as questões no prazo máximo dado para a maioria das provas – de 3 a 4 horas.

Se possível, simule também o horário da prova que você vai realizar. Quanto mais perto da realidade, melhor.

2. Foco no conteúdo

Procure fazer simulados por disciplinas, concentrando-se nas que você tem mais dificuldades. Quanto mais você praticar, mais você aprenderá.

3. Para além do Enem

A maioria das universidades federais, atualmente, usam o Sisu como forma de ingresso. Mas quem vai fazer, além do Enem, algum vestibular, precisa estar a postos para encarar um modelo de prova completamente diferente.

Foque nas instituições para as quais você irá prestar vestibular. Normalmente elas disponibilizam provas já realizadas para consulta.

Cada instituição tem sua forma de elaborar as provas e elas não mudam muito de um ano para o outro. Preste bastante atenção na maneira com que os exames foram realizados, nas pegadinhas (muitas até se repetem em diversas provas) e nos temas mais abordados em cada matéria.

4. Tentativa e erro

Cheque o gabarito após realizar o simulado. Mas não se desespere se você não foi tão bem quanto imaginou.

Busque as questões que você errou e saiba por que isso aconteceu. Essa é uma ótima forma de estudo.

Aliás, esse é um dos objetivos do simulado: identificar onde estão seus pontos fracos e quais conteúdos podem lhe custar aqueles preciosos pontos da aprovação.

5. Útil sem enlouquecer

Por fim, não exagere. Após a realização de um simulado, continue estudando, mas não foque em gabaritar.

Crie uma meta de acordo com o seu objetivo (no caso, a média de acertos para o curso que você quer fazer). Entre um simulado e outro, aguarde o prazo que você estipulou para o intervalo.

Você vai reparar que a cada vez será mais fácil resolver os simulados. Mas isso vai vir não apenas de fazer milhares de provas, mas de estudar o conteúdo e perceber a implicação de cada matéria para o exame.

Com algumas regras, você chega lá. Bons estudos!