Conheça o cenário da Medicina no Brasil hoje

Conseguir uma vaga em uma universidade de Medicina, seja pública ou privada, é talvez a missão mais difícil que uma(um) vestibulanda(o) pode ter. E não é pouca gente que tem essa meta.

Em 2019 o Vestibular.com.br fez um levantamento dentre os usuários do site e mais de 45% das candidatas e dos candidatos querem ser médicas e médicos. A cobiça não é por acaso. A(o) profissional, além de conseguir reduzir o sofrimento das pessoas, tem uma das maiores remunerações do mercado.

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Escolha da Medicina

Se você ainda tem dúvidas se o curso de Medicina é o ideal para você, temos um texto que dá mais detalhes sobre o perfil que o candidato precisa ter para seguir a carreira, mostra as principais áreas de atuação e dá uma visão geral das disciplinas da faculdade. Também temos informações sobre outras áreas da saúde que podem ser mais o seu perfil.

Agora, se você já decidiu que o seu futuro é ser médica ou médico, então chegou a hora de saber exatamente em que mercado que você está entrando. Para ajudar você, levantamos as 5 informações mais relevantes sobre o cenário atual da Medicina no Brasil.

1) Crescimento

Entre 1970 e 2017, enquanto a população brasileira cresceu 219%, o número de médicos subiu 765%, chegando a 451 mil profissionais. Ou seja, o total de médicos nesses anos aumentou em maior velocidade do que o crescimento populacional.

Chegamos a um índice de 2,18 médicos para cada 1.000 habitantes. Os dados são da edição de 2018 da pesquisa Demografia Médica no Brasil, publicado periodicamente pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Espaço para crescer mais

Um dos motivos apontados pela pesquisa como responsáveis pelo índice mais elevado é a maior oferta de vagas em cursos de Medicina. A estimativa é de que mais da metade (53,3%) dos médicos hoje em atividade tenham se graduado na universidade a partir do ano 2000.

Entretanto, ainda não temos médicos suficientes no Brasil. Em países desenvolvidos, esse índice costuma ficar na faixa de três médicos para cada 1.000 mil habitantes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal é que o valor chegue 2,5 — para se ter ideia, o Japão tinha em 2,36 em 2014, e os EUA, no mesmo ano, 2,56. Ou seja, ainda há demanda de profissionais da Medicina no mercado brasileiro.

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Presença das mulheres

Embora em 2017 as médicas ainda fossem minoria (45,6%), a pesquisa indica que esse cenário está mudando. Entre pessoas com até 29 anos, por exemplo, elas somam 57,4%, e na faixa etária seguinte, até 34 anos, são 53,7%.

O aumento da participação das mulheres na área da Medicina se deu especialmente a partir dos anos 1980, quando pela primeira vez elas chegaram a 30% do total de profissionais. Novas médicas superaram novos médicos pela primeira vez em 2009, e esse movimento se mantém, o que é indício de que, no futuro, elas serão mais numerosas.

2) Disparidade entre regiões

Como em toda média, os 2,18 médicos para cada 1.000 só existem na estatística. Entre as regiões do Brasil, os número são bastante desequilibrados.

As regiões Norte (1,16) e Nordeste (1,41) têm as menores taxas. Por outro lado, as outras três regiões brasileiras têm números superiores aos da média nacional – 2,31 no Sul, 2,36 no Centro-Oeste e 2,81 no Sudeste.

Considerando Estados, a diferença é pior ainda. Para você ter uma ideia, enquanto o Distrito Federal tem um índice de 4,35, o Maranhão conta com apenas 0,87 médicos por 1.000 habitantes – taxa próxima à do Iraque ou do Sri Lanka.

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Cidades grandes e pequenas

Assim como entre as regiões e entre os estados, quando se observa a distribuição de médicos entre municípios também se encontram diferenças abissais. As cidades do Brasil com mais de 500 mil habitantes concentram 30,1% da população e 60% de todos os médicos do País. A média nesses grandes centros chega a 4,33 profissionais a cada 1.000 habitantes.

Em contrapartida, as cidades com até 5 mil habitantes tem 0,30 médicos para cada mil habitantes – ou seja, estatisticamente, há apenas um profissional da Medicina nesses municípios. As cidades de porte médio, entre 100 e 500 mil pessoas, têm em média 2,14 médico para cada 1.000 habitantes.

Para você, que vai entrar na área da Medicina, isso significa que se você decidir atuar em uma cidade maior, vai encontrar uma concorrência muito maior no mercado do que em lugares menores. Essa estatística também se aplica à riqueza de cada Estado e região no Brasil: onde há mais dinheiro, há mais médicas e médicos, o que significa maior concorrência.

3) Remuneração média

O salário médio de médicas e médicos no Brasil fica em R$ 8,4 mil reais, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No edital do Mais Médicos de dezembro de 2018, a remuneração para uma carga horária de 40 horas semanais era de R$ 11,8 mil por mês. A Federação Nacional dos Médicos sugere um salário mensal de R$ 11,6 mil para 20 horas semanais, mas a indicação não tem força de lei.

Segundo dados do Salariômetro da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o salário médio de um médico generalista é de R$ 13,9 mil. Médicas e médicos clínicos ganham em média R$ 11,1 mil. Os valores são calculados a partir de dados de novas contratações.

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4) Especialidades

A mesma pesquisa também divulgou quantos médicos o Brasil tem por cada especialidade. Clínica médica (42,7 mil), pediatria (39,2 mil) e clínica geral (34 mil) são as áreas com o maior número de titulados.

Dos 451,7 mil médicos levantados, 37,5% não têm especialização – são os chamados médicos generalistas. A região com maior proporção de especialistas é a Sul (2,27 para cada generalista), enquanto a com maior número absoluto é a Sudeste (153,1 mil profissionais).

5) As melhores faculdades de Medicina

Outra coisa que você precisa saber antes de escolher e ingressar no curso de Medicina é a qualidade dessa formação. O Ranking Universitário Folha (RUF), que classifica anualmente as 196 universidades brasileiras e seus respectivos cursos, é uma das principais referências para avaliação da qualidade dos melhores cursos de Medicina.

O ranking é feito pelo jornal Folha de S.Paulo, e o posicionamento leva em consideração a avaliação do mercado, a qualidade de ensino e o nível de produção acadêmica da pós-graduação. A nota do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e a quantidade de professores com dedicação integral ou parcial também entram na conta.

De acordo com a edição de 2018 do RUF, os dez melhores cursos de Medicina no Brasil são:

  1. Universidade de São Paulo (USP)
  2. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
  3. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  4. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  5. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  6. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
  7. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP)
  8. Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  9. Universidade de Brasília (UNB)
  10. Universidade Federal do Ceará (UFC)

As posições seguintes da lista trazem a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e as universidades federais de Santa Catarina (UFSC) e de Pernambuco (UFPE). A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa São Paulo (FCMSCSP) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) completam os 15 primeiros colocados.

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6) BÔNUS: onde estão as vagas para Medicina

A pesquisa da USP também levantou onde estão as vagas para os cursos de Medicina no Brasil. De 29,2 mil verificadas, quase metade (45,17%) estão no Sudeste — e, dessas, 75% em São Paulo e Minas Gerais. A região Nordeste vem em segundo lugar, com 7,2 mil vagas (24,6%), destaque para as oferecidas na Bahia (22,8%) e em Pernambuco (15,4%).

O Rio Grande do Norte, onde estavam as maiores e menores notas de corte do Sisu 2018/1, tem o segundo menor índice da região (6,5%), e perde apenas para Sergipe (4,1%). O estado que tem menos ofertas de vagas em curso de graduação em Medicina é o Amapá: são 60 vagas apenas, ou 0,21% de todas as vagas do Brasil. O segundo menor número é em Roraima, que tem 80 vagas (0,27%).

Pública x privada

A oferta de vagas em cursos de Medicina no Brasil se distribui desigualmente entre instituições de ensino superior (IES) públicas e privadas. Das 29,2 mil vagas, 65% são em cursos pagos. A região Centro-Oeste é a única em que há mais vagas em universidades públicas do que nas privadas.

Os Estados com maior número de vagas em IES públicas são São Paulo (1.236), Minas Gerais (1.405) e Rio de Janeiro (694). As unidades da federação com mais vagas em faculdades pagas são também São Paulo (4.554), Minas Gerais (2.724) e Rio de Janeiro (2.039).

É claro que você deve levar em consideração outros fatores na hora de escolher a profissão, a escola e a especialidade. Contudo, esperamos que esses dados, que acreditamos ser os mais importantes, possam ajudar você a se inserir da melhor maneira no mercado de trabalho.

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