Como se preparar para a 2ª fase da Fuvest

Depois de ter feito a primeira fase do vestibular, é comum que o estudante volte para um estado de ansiedade, já antecipando as provas da segunda etapa. E o próximo pensamento, normalmente, é que é preciso se preparar mais. Pois bem, aqui vão algumas dicas de como estar com as discursivas na ponta da língua! 😀

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1. Conceitos

Lembre-se que, em uma pergunta discursiva, é mais provável que sejam cobrados conceitos abrangentes e inter-relações. Interpretação e produção de texto são as habilidades principais aqui. O examinador quer saber se você consegue explicar o que está sendo pedido, e se consegue entender qual é a pergunta antes de mais nada.

Jovem loiro sentado à mesa entre duas pilhas de livros co um caderno à frente e uma expressão desolada no rosto, com o queixo sobre um lápis gigante apoiado sobre as pilhas de livros

Pense que, na universidade, você não vai fazer textos de 20 linhas, vai fazer ensaios, artigos, pesquisas. A prova quer saber se você consegue ler, entender e produzir conhecimento a partir disso. Em menor escala, sim, mas se você estudou para marcar “X”, já tem uma bagagem para usar as outras letras do alfabeto!

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2. Atualidades

Diferente do que os 11 anos de escola ensinaram em matérias separadas, cada uma com suas provas, o mundo é todo conectado. Existe uma reação química, que um ser vivo executa, que sustenta o solo, solo sobre (e sob!) o qual outros seres vivos habitam, e eles se movem e têm energia e… e toda a química, a matemática, a física, a biologia se misturam em uma grande sopa.

E é por isso que os temas atuais são tão relevantes. Porque na vida todos os conceitos caminham juntos. A criança síria que apareceu na primeira fase da Fuvest remete a outros momentos históricos, remete a geopolítica e geofísica, tempos passados quem influenciaram o presente. E você precisa saber o que está acontecendo hoje para entender qual é o pano de fundo que pode ser cobrado na prova.

3. Prática

Mesmo se você realmente se preparou para a redação, é bem possível que você não fez tantos exercícios de escrita quanto de marcar “X”. Então, agora é a hora de focar nisso. Quando há alternativas, a formulação de frases já está pronta, você só precisa ler e entender. Mas agora é a sua vez de se fazer entender. E nada como a prática para chegar lá. Sabe quando você conta uma história tantas vezes que, depois da quarta ou quinta, você já sabe o que cortar, em que palavras dar mais ênfase, quais respostas incluir antes mesmo das pessoas perguntarem? É isso, a repetição vai dar esse “instinto”.

Jovem branca deitada no chão sobre fundo branco, escrevendo em um caderno.

Exercitar as dissertativas é importante também para você se situar no tempo. Até dá para fazer uma conta de padeiro de que quatro horas para tantas questões dá entre 24 minutos, no Português, e 15 minutos, das demais disciplinas, por questão. Mas o ideal é que você conheça o seu tempo: ler, organizar, fazer o rascunho, passar a limpo. Em que você demora mais? Se tiver que pular uma parte, qual vai ser? Como você vai dar esse “pulo”? Além de ser pragmático, é um exercício que vai dar a você a segurança para fazer o que tem que ser feito, porque você fica com um plano B na manga. E letra legível, não importa a pressa.

Ah, e não esqueça: se a questão exigir contas, não faça de cabeça! Coloque no papel a chamada “memória de cálculo”, para que o examinador saiba o que se passou na sua cabeça para chegar àquela resposta.