Como as drogas agem no organismo?

Como diz o ditado popular, existem drogas e drogas. Para medicina, droga é qualquer substância que previna ou cure doenças. Para a farmacologia, é qualquer agente químico que afete o organismo. No contexto legal, contudo, o termo droga quase sempre se refere a substâncias psicoativas e, em grande maioria, ilícitas.

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Quem usa drogas que se encaixam especificamente nesse último conceito, ingerindo substâncias não controladas por procedimentos médicos e farmacêuticos, coloca a própria saúde em risco. Mesmo as drogas consideradas legais, como a nicotina e o álcool, são extremamente perigosas para o organismo, podendo causar danos irreversíveis ao cérebro e a demais órgãos.

Apesar disso, muita gente segue usando, abusando e se viciando em cigarro, cerveja, cocaína, heroína etc. Um dos motivos pelos quais as pessoas têm dificuldade de largar essas substâncias é que, antes de causar algum mal, elas interferem diretamente no sistema nervoso, dando uma sensação de bem-estar. Quando a droga chega ao sangue (seja via pulmonar, digestiva ou diretamente venal), chega ao cérebro – e a pessoa passa a sentir seus efeitos.

A maioria das drogas tem uma atuação comum, no chamado sistema dopaminérgico. Trata-se de um conjunto de neurônios que produz dopamina, numa região do cérebro chamada sistema límbico (região onde são processadas as emoções). A dopamina é a responsável por essa sensação de prazer e bem-estar, e é produzida naturalmente no cérebro. Pode ser estimulada também naturalmente por meio de uma alimentação saudável, um sono regular e exercícios físicos frequentes.

As drogas psicotrópicas, contudo, fazem com que os níveis de dopamina se alterem vertiginosamente. A heroína, por exemplo, triplica o nível de dopamina no organismo. O álcool pode até quadruplicar, dependendo do porte da pessoa. E esse excesso da substância faz com que o organismo exija mais daquela droga para que se libere dopamina. Ou seja, o vício é um ciclo que tem alto risco de se tornar irreversível.