As teorias conspiratórias sobre a morte de 3 presidentes do Brasil

O acidente aéreo que causou a morte do ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal (STF),  foi um baque na política nacional. O magistrado era o relator da Operação Lava Jato no STF, responsável por julgar os casos de pessoas com foro privilegiado – que são os deputados, senadores e demais ministros do Poder Executivo. Por se tratar da maior ação investigatória contra políticos da história do Brasil, muitos ventilaram a possibilidade de a queda do avião não ter sido um acidente.

Não vamos gastar o teclado apontando os motivos que levam (ou não) a crer que se trata de um complô contra a Operação Lava Jato. No entanto, chama atenção que não é a primeira vez que a morte de uma figura importante do cenário político alimenta teorias da conspiração. Ainda pairam dúvidas sobre três mortes de ex-presidentes do Brasil. Confira os casos e entenda um pouco mais sobre a história do nosso País:

Juscelino Kubitschek

Juscelino Kubitschek (ou JK, como é conhecido) foi o presidente responsável por uma série de inovações na política e na economia nacional – dentre elas, a migração da capital brasileira para Brasília. Recentemente, a Comissão Municipal da Verdade de São Paulo apresentou um relatório apontando uma causa da morte distinta – e bem mais polêmica – da versão oficial. Sabe-se que JK morreu em um acidente de carro em 1976, anos depois de deixar o cargo. A comissão indica, no entanto, que o motorista que dirigia o carro teria levado um tiro, o que consequentemente causaria a batida do automóvel e a morte.

Quando JK morreu, o Regime Militar atravessava um dos seus períodos mais sombrios. Entenda nesta aula do professor Thiago qual o contexto histórico desde a presidência de JK até a sua morte:

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João Goulart

Jango, como é conhecido o ex-presidente João Goulart, morreu 12 anos após o Golpe de 1964. O laudo oficial aponta que a causa da morte foi um infarto. Sua família, no entanto, acredita que ele tenha sido envenenado por agentes da Operação Condor. O imbróglio fez com que a Comissão Nacional da Verdade, responsável por investigar os crimes do período do Regime Militar, decidisse exumar o corpo do ex-presidente para exames toxicológicos, que ainda estão sendo realizados. Na aula abaixo, o professor Thiago explica por que Jango, que foi o presidente derrubado pelo Golpe, foi, por tanto tempo, perseguido pelo Regime:

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Tancredo Neves

Tancredo Neves foi eleito indiretamente o primeiro presidente após o Regime Militar. Pouco antes de tomar posse, em 1985, morreu por complicações em um pós-operatório. Por ser um dos grandes articuladores do final da Ditadura, muitos acreditam que ele teria sido envenenado ou sofrido um tiro, e a história teria sido mantida em sigilo para evitar que a transição para o regime democrático fosse ameaçada. Você entende um pouco mais sobre esse delicado momento da nossa história nesta aula do professor Thiago:

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