As principais revoluções da história recente do Brasil

O Brasil vive um período intenso na política. Desde 2013, uma série de manifestações em todo o país vem mostrando uma população insatisfeita não só com o governo mas também com toda a classe política. Nos últimos 12 meses, o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, uma série de denúncias de corrupção contra os principais partidos e empreiteiras do País.

Tudo indica que a crise política está longe de acabar, mas muitos já disseram que com as manifestações e a Operação Lava-Jato (se você não sabe direito o que é a operação ou gostaria de saber um pouco mais, esta página é ótima) o momento político deve entrar para a história, junto com outras revoluções populares.

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Com esse cenário, vale cuidar para questões que tratem de manifestações populares do passado que geraram impacto no Brasil. Os movimentos foram muitos, mas selecionamos os principais dos séculos XX e XXI que têm maior chance de aparecer. Confira:

1964 – Comício na Central e Marcha da Família

Pouco antes do início do Regime Militar, o então presidente João Goulart, que recebia muitas críticas por conta de sua política populista, realizou um grande comício na Estação da Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Lá, anunciou uma série de medidas como a desapropriação de terra e a estatização de refinarias. Como resposta, um conjunto de manifestações – que posteriormente viraram a Marcha da Família com Deus pela Liberdade -, organizadas pela Igreja Católica, grupos políticos e empresários, levou outros milhares às ruas. No dia 31 de março, os militares assumiram o poder.

1968 – Marcha dos Cem Mil

Um movimento que ficou conhecido como a Marcha dos Cem Mil manifestou o repúdio à repressão crescente do Regime Militar. O estopim foi a morte do estudante Edson Luís (aqui tem detalhes sobre este episódio), o que fez com que uma série de levantes se sucedessem Brasil afora. Muitos artistas como Chico Buarque, Paulo Autran e Gilberto Gil participaram da manifestação, que ocorreu na Candelária, Rio de Janeiro, contra a censura.

1979 – Greve dos Metalúrgicos

Acossados por uma condição trabalhista deplorável, cerca de 160 mil metalúrgicos da região metropolitana de São Paulo fizeram uma greve que paralisou o setor industrial do país. O movimento foi organizado pelo presidente do Sindicato dos metalúrgicos do ABC, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

1984 – Diretas Já

Mais de 1,5 milhão de pessoas se reuniram no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, em apoio ao Movimento das Diretas Já, considerada a manifestação de maior unanimidade nacional da história do Brasil. Além da exaustão com o sistema ditatorial e a reivindicação do voto direto para presidência, os manifestantes manifestavam indignação diante de uma crise econômica que levou a inflação aos 240% ao ano.

1992 – Caras-pintadas

O ex-presidente Fernando Collor de Melo, eleito nas primeiras eleições diretas após o Regime Militar, foi denunciado pelo próprio irmão, Pedro Collor, como líder de uma máquina de extorsão para aumentar sua influência. Em meio ao caos político e econômico (o país ainda não havia se livrado da crise econômica pós-Regime), vários jovens pintaram os seus rostos e saíram às ruas em um movimento que ficou conhecido como os Caras-pintadas.

2013 – MPL e suas consequências

Começou como um movimento contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, mas acabou virando a primeira grande manifestação brasileira do século. Os protestos, organizados inicialmente pelo Movimento Passe Livre e que sofreram forte repressão, ganharam adesão de vários setores da população por conta da crítica ao cenário de corrupção escancarada no país. Milhares de pessoas foram às ruas em dezenas de cidades pelo país no mês de julho daquele ano.