África: 5 conflitos que ajudam a explicar o continente

Sempre que começar a ler uma questão sobre o continente africano, pare e pense: a África é um continente enoooooooorme, e muita coisa acontece lá. São mais de 30 milhões de quilômetros quadrados (cabem três Europas em uma África!) com várias línguas, tribos e culturas que compõem uma região rica em todos os aspectos.

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Embora perguntas sobre temas humanitários, como a fome e as doenças, sejam recorrentes nas provas, os aspectos econômicos e políticos têm ganhado importância. Dois são os motivos que levaram as provas explorarem esses aspectos: o interesse de outras nações nas enormes reservas de petróleo e minério da região, e o grande crescimento populacional – hoje o maior dentre todos os continentes.

Para entender melhor a região e os conflitos, assista aos primeiros cinco minutos da aula do professor Marcelo sobre o continente africano. Ele explica o essencial, mostra a diferença entre as regiões saariana e submarina, e aponta os principais pontos dos processos de colonização e de descolonização no continente:

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Visto o vídeo, chamamos a atenção para cinco conflitos que ajudam a explicar a história do continente e contextualizar a sua posição no mundo:

Genocídio de Ruanda

Em Ruanda, que fica na região subsariana do continente, o conflito foi de caráter étnico. Dois grupos predominam no país: os hutus e os tutsis. No período de colonização belga (no vídeo acima o professor Marcelo explica por que foi a Bélgica que colonizou a região), os tutsis lideravam postos políticos, mesmo sendo minoria em relação aos hutus. Na década de 60 o governo local tutsi foi derrubado por hutus. Anos depois, os tutsis tentaram reconquistar a região, mas foram dizimados com uma organização meticulosa por parte do governo hutu.

Independência do Sudão do Sul

Até a independência do Sudão do Sul, em 2011, o Sudão era o maior país da África. Por possuir grandes reservas de petróleo, a população sulina sempre reivindicou maior autonomia, e uma série de conflitos acabaram levando à criação do novo país.

Nigéria

Na Nigéria, o conflito, que se arrasta até os dias de hoje, tem caráter religioso. Enquanto a região norte tem maioria muçulamana, a parte sul é cristã. Nos últimos anos, o crescimento da população cristã fez com que os islâmicos, preocupados em perder sua influência política, reagissem com atentados, sequestros e mortes contra os povos do sul.

Apartheid

O Apartheid foi uma segregação racial na África do Sul, hoje a maior economia do continente, onde a minoria branca criou leis que davam direitos e deveres distintos para negros e brancos – e sempre em favor dos brancos. A segregação chegava ao ponto de proibir que negros tomassem água no mesmo bebedouro que os brancos. A África do Sul é hoje o país mais industrializado do continente, e faz parte do BRICS, grupo político de cooperação entre os emergentes Brasil, Rússia, África do Sul, Índia e China.

Conflitos da Primavera Árabe

A Primavera Árabe não se deteve ao Oriente Médio, e também teve desdobramentos nos países da África saariana. Os povos de Líbia, Egito e Síria, que foram dominados por governos corruptos e ditatoriais, reagiram e derrubaram seus líderes, mudando o regime político da região. O conflito é mais delicado na Síria, onde Bashar al-Assad ainda segue no governo, e uma série de países com interesses na região tensionam os conflitos na área.

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