A mobilidade urbana no Brasil – e como ela pode cair no vestibular

A mobilidade urbana no Brasil é caótica e na década de 2010 virou um problema extremamente difícil de contornar. Para você ter uma ideia do drama, se os 5,4 milhões de carros de São Paulo (apenas de São Paulo!) fizessem uma fila indiana, a extensão daria para cobrir o litoral brasileiro três vezes.

Em algumas cidades, como Florianópolis, se todos os veículos saíssem da garagem ao mesmo tempo, o trânsito teria grandes chances de entrar em colapso, ficando travado por horas.

 

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O drama é atual, mas não vem de hoje. Diferentemente dos países que são referência no quesito, o modelo de mobilidade urbana no Brasil é centrado no uso de transportes individuais (carros e motos) em detrimento de transportes coletivos. Essa opção do brasileiro, forçada por uma série de fatores, é o coração do problema. Por que utilizamos cada vez mais veículos? Há três motivos principais:

1) nosso transporte público precário;
2) houve, nos últimos 50 anos, um crescimento econômico centrado na produção automobilística;
3) focamos no desenvolvimento de rodovias durante décadas.

Nos vestibulares, esse assunto costuma aparecer nas provas de Geografia ou em temas de redação. Para se ambientar com o tema, a primeira coisa a se fazer é assistir às aulas de Urbanização e de Industrialização no Brasil no nosso querido professor Marcelo. Os dois vídeos vão rechear você com um conteúdo aprofundado que vai te trazer argumentos de primeira mão:

Aula sobre Urbanização:

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Aula sobre Industrialização Brasileira:

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Assistiu às aulas? Ótimo, agora é hora de se apegar aos pontos principais:

Planejamento de longo prazo

Se o problema não vem de ontem, não é para amanhã que vamos resolvê-lo. As rodovias dominam a malha de transporte porque anos atrás o governo investiu muito dinheiro na construção de estradas. A solução encurtou o caminho do desenvolvimento econômico e facilitou a unificação do país. Naquela época, contudo, não se imaginava o grave problema que essa opção causaria.

A história mostra que países que diversificaram as soluções de transporte, usando sistemas ferroviários, por exemplo, conseguiram resolver o problema da mobilidade urbana de forma mais rápida. Isso ocorreu porque, com uma rota rodoviária e outra ferroviária, há uma estrutura de transporte para a população e outra para a indústria, respectivamente. Essa divisão ajuda a organizar o transporte de um país.

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Urbanização desenfreada

A revolução industrial criou um novo paradigma de centralização populacional, agrupando a sociedade em núcleos urbanos para melhorar a produtividade econômica. Nossa necessidade de estarmos próximos para facilitar o deslocamento acabou se transformando no grande vilão do transporte urbano, depois que as cidades viraram grandes metrópoles.

Um relatório da Organização das Nações Unidas dos anos 2000 indicava que 80% da população latino-americana vivia em centros urbanos. A necessidade de, mais uma vez, se atingir um desenvolvimento econômico rápido no embalo do aumento da renda das pessoas fez com que se priorizasse o setor automobilístico. Como a venda de veículos não exige grande investimento do Estado e faz com que mais dinheiro circule entre as pessoas, a opção é um atalho para o desenvolvimento econômico. Resultado: Nas 12 principais capitais do Brasil, o número de automóveis e motocicletas dobrou em dez anos, de 2001 a 2011.

Transporte público ruim

Com os carros nas ruas, poucos seguiram optando por sistemas de transporte público. A redução de usuários fez com que especialmente os ônibus perdessem a qualidade e deixassem de ser o foco da mobilidade urbana nos últimos anos. As raras exceções ocorrem em grandes metrópoles, onde, além do trânsito muito acima da média nacional, há um metrô bastante efetivo.

A solução de curto prazo

Não resta dúvidas de que é preciso planejamento para melhorar as condições de mobilidade urbana em uma cidade ou país. No entanto, como essa transformação, além de demorada, é bastante cara, como investir em uma solução de longo prazo e forçar as pessoas a usarem menos o carro? Alguns países resolveram esse problema por meio do pedágio urbano.

Uma das experiências mais bem sucedidas nesse sentido é a de Londres. Lá, desde 2003, o motorista que transitar no centro da cidade paga uma taxa. A receita líquida desse pedágio é milionária, e todo o dinheiro é destinado ao sistema de ônibus – que é considerado um padrão de qualidade para todo o mundo.

Saiba mais

Se você se interessa pelo assunto e quer aprofundar seus conhecimentos sobre o tema, nós recomendamos este especial do jornal Folha de S.Paulo de 2013. Apesar de ter sido publicado há três anos, é extremamente atual e pode ajudar você com argumentos para uma redação ou informações para questões de Geografia.

 

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