A internet nos deixa mais burros?

Passamos várias horas dos nossos dias diante das telas. Dispositivos com acesso à internet são, ao mesmo tempo, uma ferramenta imprescindível de estudos e a perdição dos estudantes distraídos. Muitos são capazes de ficar horas jogando, conversando ou simplesmente navegando no celular.

Esse dilema é antigo. Tanto é que muita gente discute se a internet faz com que fiquemos mais burros ou mais inteligentes. Para essa pergunta difícil, uma resposta ainda mais complexa: a internet pode fazer bem ou pode fazer mal.

Vários estudos mostraram que o índice de desatenção de um jovem hoje em dia é muito maior, o que diminui drasticamente o nível de absorção de conhecimento. Culpa-se a internet por isso. Por outro lado, pesquisas indicam que os efeitos da internet no cérebro dos jovens que usam a ferramenta para pesquisas e conversas virtuais são extremamente positivos. Acredita-se inclusive que, na média, o adolescente hoje é mais inteligente que há alguns séculos atrás por conta da web.

Como a internet nos ajuda?

Nesta matéria da Super, o neurocientista norte-americano David Weinberger afirma que a era digital está quebrando a noção de que apenas algumas pessoas são detentoras do conhecimento. Ou seja, quem tiver foco e dedicação pode transformar a rede em uma ferramenta poderosa de estudo – como é o caso do nosso site para o seu vestibular 😉

Tome como exemplo o verbo googlar, que foi incorporado ao vocabulário do dia-a-dia. Se em uma conversa alguém perguntar alguma informação objetiva – como ‘qual é o PIB dos Estados Unidos’, por exemplo -, o acesso a esse dado é tão rápido quanto o tempo que você gasta digitando essa pergunta em um buscador. De acordo com Weinberger, as pessoas estão gastando menos tempo decorando coisas e mais tempo compreendendo coisas. Ainda segundo ele, informações de fácil acesso fazem com que as conversas sejam mais científicas e fujam do achismo.

Como a internet nos atrapalha?

Há, no entanto, um risco comprovado de a conectividade deixar o cérebro menos atento e, consequentemente, mais estúpido. Um outro estudo aponta que um dos grandes problemas é que, como há uma enormidade de tarefas que podem ser cumpridas por meio de uma máquina, nos tornamos extremamente dependente delas. Isso diminui a vontade das pessoas em resolver problemas mais complexos, já que o tempo excessivo em uma mesma tarefa dá a sensação de que há outras coisas mais importantes por fazer.

Como um vestibulando deve fazer?

Diante desse impasse, fica a dúvida: para você, vestibulando, qual o melhor caminho a seguir? Os dois pontos de vista estão corretos. A internet é tão boa quanto ruim. Você sabe que não irá – e nem deve – deixar de usar a internet diariamente. O que se precisa fazer é dar um limite às coisas. Há hoje uma série de ferramentas para estudar na internet  – mais uma vez, como o nosso site!

Se você gosta de estudar conectado, desative tudo o que pode tirar sua atenção (WhatsApp e notificações do Facebook, por exemplo) enquanto estiver assistindo a uma aula, resolvendo um exercício ou lendo um texto. Depois de terminar um tema, tenha uma folga de alguns minutos, atualize suas conversas e, sem se alongar muito, volte aos estudos. O segredo é respeitar esses tempos, não deixando um invadir o outro.