A água pode acabar em 2025; veja por que e como evitar

Muita gente já deve ter enfrentado problemas com a falta d’água em casa. Se você mora em regiões com pouca chuva, provavelmente sofre com isso frequentemente. Se mora em grandes metrópoles, como São Paulo, também deve ter se aborrecido muito, principalmente há uns dois anos, por conta da escassez no Sistema Cantareira à época.

Cada um desses casos é provocado por um motivo diferente, sempre contornado com racionamento no consumo. O problema é que, em vários lugares do Planeta, a soma desses fatores (escassez hídrica e dificuldade de distribuição em grandes centros) virou a combinação perfeita para um problema que tem data para entrar em colapso: 2025.

 

É isso mesmo, a água pode simplesmente acabar daqui dez anos em vários países. Um estudo das Nações Unidas divulgado em 2015 aponta que 2,7 bilhões de pessoas – ou seja, 45% da população mundial – vão ficar sem água até lá. Nações como Índia, China e África do Sul deverão ser as mais atingidas, com um esgotamento total das reservas.

Você deve estar se perguntando: mas como a humanidade chegou a este ponto? Eis aí uma questão sobre a qual o mundo está debruçado, mas terá extrema dificuldade para resolver. Nós explicamos por quê:

O consumo vai (acreditem) aumentar

Os países em desenvolvimento, como o Brasil e a Índia, vão aumentar o uso da água em até 200%. Isso porque, à medida que as pessoas têm mais renda, elas aumentam o consumo do recurso para suas atividades.

As fontes de reserva estão ficando cada vez mais poluídas

Metade dos mananciais está ameaçada pela poluição. A situação no Brasil é grave, mas nem se compara à de países da Ásia, que despejam anualmente 850 bilhões de litros de esgoto nas suas reservas. Para você ter uma ideia, a cada um litro de sujeira despejada em um rio, outros dez litros de água se tornam inconsumíveis.

As reservas não se repõem

Para piorar a situação, diversos mananciais não se repõem na velocidade em que são consumidos, gerando o silencioso problema do esgotamento. Para frear o desequilíbrio, cerca de 40% da população global hoje consome menos de 1,7 mil metros cúbicos de água por habitante, que é o limite mínimo seguro segundo as Nações Unidas.

 

Ok, a situação é difícil, são problemas sérios e há uma dificuldade generalizada em resolvê-los. Mas isso não significa que sejam insolúveis. Existem formas de amenizá-los e, com muito trabalho, acabar com o risco de falta d’água. As duas soluções que se destacam são:

1) O reuso da água

Essa é a solução para quem sofre com a escassez de chuva e de reservas. A tecnologia já permite que comunidades possam fazer o reuso dos esgotos. Essa solução já foi implementada, por exemplo, na Califórnia, nos Estados Unidos, onde as reservas foram contaminadas pelo sal do oceano Pacífico.

2) Gestão pública

A falta de investimento e a dificuldade de levar a cabo políticas públicas complicam a evolução do sistema de abastecimento inclusive em regiões com reservas. O Brasil é, talvez, o maior exemplo disso. Nosso país não usa nem 1% do seu potencial de água doce. Ainda assim, cidades como São Paulo e Recife enfrentam problemas continuamente.

Solução? Comprometimento dos governantes em investir e resolver o problema no longo prazo, e não apenas de olho na eleição do próximo ano.

Seguir esses exemplos não significa chegar a uma solução definitiva do problema, até porque a maioria deles tem, como acabamos de comentar, consequências no longo prazo. No entanto, executá-los imediatamente pode ter um impacto importante para amenizar o problema desde já e, em última instância, salvar vidas.


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