4 perguntas para entender Caio Fernando Abreu

O escritor Caio Fernando Abreu morreu há vinte anos, em fevereiro de 1996, por conta de complicações em decorrência do vírus HIV. Deixou um legado literário inestimável, e muitos vestibulares começaram a incluir suas obras na lista de leituras obrigatórias e em questões avulsas nas provas de Literatura.

Com o aniversário de sua morte em 2016, é bom ficar preparado para uma eventual pergunta sobre o autor. Caio nasceu em 1948 na cidade de Santiago, no interior gaúcho, atuou como escritor, dramaturgo e jornalista em vários estados do Brasil e morreu em Porto Alegre. Para ajudar você, respondemos quatro perguntas que explicam melhor o autor.

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Qual o estilo de Caio?

O texto de Caio Fernando Abreu é marcado por uma prosa intimista e coloquial. A linguagem é econômica e confessional, e tem como temáticas centrais o sexo, o medo, a morte e, principalmente, a solidão.

Caio escreve sobre uma visão dramática do mundo moderno e consegue narrar as várias facetas sentimentais das personagens – chegou a ser considerado um “fotógrafo da fragmentação contemporânea”. Diferente de autores mais antigos do Rio Grande do Sul, ele não tem nenhum indício de regionalismo.

Quais são suas influências?

Se você leu Caio alguma vez, já deve ter se dado conta que ele transita por diversos gêneros textuais: poesia, romance, conto e crônica. Esse dinamismo, somado ao seu estilo intimista, liga o autor a Clarice Lispector e Hilda Hilst.

Caio também era leitor voraz de Gabriel García Márquez e Julio Cortázar. Assim como o escritor gaúcho, todos se propõem a romper padrões literários, empregando uma linguagem acessível.

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Quais as suas principais obras?

A maioria dos vestibulares, ao citar um texto de Caio para enunciar uma pergunta, costuma extraí-lo de duas obras:

  • Morangos Mofados: O livro de contos é considerado a obra-prima de Caio. É dividida em dois capítulos, sendo o primeiro chamado “O Mofo”, como nove contos, e o segundo “Os Morangos”, com outros nove. Todos os elementos estilísticos estão presentes nesses textos.
  • Limite Branco: Foi o primeiro livro do autor, escrito quando ele tinha apenas 19 anos. Apesar de precoce, o texto apresenta maturidade linguística e enredo envolvente. Conta, de forma autobiográfica, a história de um jovem atormentado pela ambiguidade sexual em um país marcado pela repressão.

Qual foi seu legado?

Por ser coloquial, intimista e dinâmico, Caio usou dessa aversão ao tradicional para transgredir também no conteúdo. Em toda sua obra fica clara a tentativa de expor as contradições dos valores sociais e as transformações dos padrões morais.

Um dos seus trechos mais famosos, ao narrar o envolvimento entre dois homens, essa proposta fica bastante clara:

Apenas um corpo que por acaso era de homem gostando de outro corpo, o meu, que por acaso era de homem também. Eu estendi a mão aberta, passei no rosto dele, falei qualquer coisa. Eu era apenas um corpo que por acaso era de homem gostando de outro corpo, o dele, que por acaso era de homem também.

Se ainda não leu Caio, leia. Você vai gostar 😉

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