4 passos para responder questões dissertativas

Você passou o ano se matando para saber o máximo possível de todas as matérias e conseguir marcar o “X” no lugar certo. Mas e as questões discursivas, como faz? Já não bastasse a redação, ainda tem mais essa sopa de letrinhas – e em casos como a 2ª fase da Fuvest ou as questões abertas da UFSC, haja letrinha!

Confere aí, então, como pensar e escrever essas respostas!

 
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1. Tema

Não é redação, mas tem tema, sim. Cada pergunta. Cada uma das 10 perguntas do primeiro dia, e das 16 do segundo, e das 12 específicas da carreira, no caso da Fuvest. Parece pegadinha do universo, mas “tema” é só uma palavra para falar sobre algo com que você está mais acostumado do que parece. Sabe quando alguém começa a falar sobre um assunto e aí “viaja”? Isso é fugir do tema. Ou quando a mãe pergunta como foi na prova e você diz que o almoço está bom, para não ter que responder? É o mesmo “tema”.

Arte de jovem branco com cardernos, tentando escrever, com expressão de dúvida e cercado por folhas de papel amassadas em formato de bola.

Identificar o tema da questão é a parte mais importante para responder corretamente. E muito cuidado: às vezes, o texto de referência mistura outras coisas para confundir. É aí que a interpretação vai separar o que é contexto e o que é tema.

Fique atento ao comando: “1. Blá blá blá. Cite os aspectos…”. Ahá! CITAR é a palavra de ordem, é o comando principal. Esse é o ponto de partida se você quer chegar no lugar certo. Ou seja, não adianta escrever um tratado se você não citar o que é pedido.

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2. Organização

Identificados o TEMA e o COMANDO, você vai organizar sua resposta. Por exemplo: Migração > Síria – guerra civil; questão religiosa; neocolonialismo europeu.

Faça um esquema, no papel ou na sua cabeça, pense no que vai escrever e como cada elemento se conecta. Isso é também muito importante, no caso da UFSC, para as questões interdisciplinares. É preciso clareza sobre como as aspectos das diferentes ciências se conectam.

Muita atenção, ainda, se houver mais de um item. “a) CITE …. b) EXPLIQUE… c) EXEMPLIFIQUE”. Siga a ordem. Depois do texto final, volte ao esquema e veja se escreveu tudo o que realmente tinha em mente.

3. Coesão

Sua resposta não é uma matéria do BuzzFeed com “os 10 aspectos que”, para você fazer uma lista. Para ser coeso, você não pode escrever um amontoado de palavras. Escreva frases: completas, inteligíveis. “João VI” não significa nada. Mas “o imperador que assumiu foi João VI” já diz muita coisa. Escreva como se o leitor não soubesse qual é a pergunta.

E outra: não é porque não é a redação que você vai esquecer as aulas de gramática padrão. Você pode até dizer “nós vai” quando fala com os amigos, mas nas discursivas, como na redação, você vai escrever “nós vamos”. Fique atento a pequenos detalhes de concordância, como conjugar no singular com a expressão “a maioria”: “A maioria dos países europeus participou do processo”, “Grande parte das pessoas não sabe que é possível”, e por aí vai.

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4. Clareza

Vale a máxima de “quantidade não significa qualidade”. O importante é responder a questão, não escrever um tratado. Seja objetivo, comece pela parte principal: a resposta e o que apoia sua conclusão. Se tiver detalhes para acrescentar, deixe para o final, para que o examinador saiba já de cara que você sabe do que está falando.

Aliás, isso é importante: não fale tudo o que sabe sobre um assunto, foque-se no TEMA questionado. Se não, pode parecer que você simplesmente escreveu tudo o que veio na cabeça, na esperança de que alguma coisa tivesse relação com o que realmente estava sendo perguntado.

E o contrário também vale. Se você só sabe uma parte da resposta, não deixe em branco. Escreva o que você sabe e não se arrisque em exemplos se não tem certeza.

Em muitos casos, o examinador tem uma lista de tópicos que devem ser abordados na resposta. Por exemplo: ditadura, DOI-CODI, 1969, Comissão da Verdade. Se você não lembra o ano, ou não chegou a acompanhar as notícias sobre a Comissão, ao menos tem a chance de tirar uma parcial com o que sabe sobre a ditadura e a repressão.

Boa prática e boa prova!

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