Tema #07 – Preconceito x politicamente incorreto

Tema de Redação: Preconceito x politicamente incorreto

Olá, estudante! Este post traz um tema de redação para você treinar. Se você já for assinante, pode mandar o texto que nós corrigimos 😉

TEXTOS DE APOIO

TEXTO I:

A prova de redação do Enem sempre assinalou a necessidade de o participante respeitar os direitos humanos (DH). A partir de 2013, após a publicação das Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos – ocorrida em 2012 –, o edital do exame tornou obrigatório o respeito aos DH, sob pena de a redação receber nota zero. Depois dessa determinação, os temas de redação passaram a propiciar maiores discussões sobre o assunto.

Pode-se dizer que determinadas ideias e ações serão sempre avaliadas como contrárias aos direitos humanos, tais como: defesa de tortura, mutilação, execução sumária e qualquer forma de “justiça com as próprias mãos”, isto é, sem a intervenção de instituições sociais devidamente autorizadas (o governo, as autoridades, as leis, por exemplo); incitação a qualquer tipo de violência motivada por questões de raça, etnia, gênero, credo, condição física, origem geográfica ou socioeconômica; explicitação de qualquer forma de discurso de ódio (voltado contra grupos sociais específicos). Fique atento: apesar de a referência aos direitos humanos ocorrer apenas na Competência 5, a menção ou a apologia a tais ideias em qualquer parte de seu texto levará sua prova a ser anulada.

Há, também, algumas ideias e ações contrárias aos DH que estão mais diretamente relacionadas ao tema da prova. No Enem 2016, com o tema “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, configuraram-se como propostas que feriam os DH as que desconsideravam os princípios da dignidade humana, da igualdade de direitos e do reconhecimento e valorização das diversidades.

Texto completo: Manual de Redação Enem 2017

TEXTO II

Mal havia sido proclamada a República no Brasil, já surgiu uma marcha de carnaval para fazer graça com o Marechal Deodoro da Fonseca. Mas a menção ao político, ali, era um problema menor. A música, escrita no fim do século XIX, sem registros da autoria, antecipava uma polêmica intrínseca ao gênero. Ela dizia assim: “Fui ao Campo de Santana / Beber água na cascata, / Encontrei o Deodoro / Dando beijo na mulata. / A mulher do Deodoro / É uma grande caloteira / Mandou fazer um vestido / Não pagou a costureira”.

Beijoqueira, a tal mulata de Deodoro foi ganhando outras versões ao longo das décadas de carnaval. Seu cabelo sempre foi uma obsessão dos compositores. Sua sensualidade, também. Em 1925, na canção “O casaco da mulata é de prestação”, o autor Careca associou vagabundagem e libertinagem ao termo: “Ó mulata tão faceira / Não faz nada o dia inteiro / Passeia todos os dias / Com casado ou com solteiro”. Com o tempo, outros perfis se tornaram alvo das marchinhas, do Zezé e sua cabeleira à Maria que de noite é João. Também com o tempo, as reações cresceram.

– Em 1906, o Lima Barreto se retirou do carnaval de rua porque começaram a cantar a marchinha “Vem cá, mulata”. Ele se incomodou, ao lembrar da mãe e da avó que havia sido escrava. Ele disse a um amigo: “Aquele dito me penetrava na alma como se fosse um insulto” – lembra a antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz, que prepara uma biografia de Lima Barreto. – As palavras produzem estereótipos. As mulheres classificadas de mulata não raro sofrem discriminação. Não acho correto proibir, porque aí seria censura, mas é necessário politizar os termos, saber que eles estão carregados de derivações, algumas perversas.

Neste pré-carnaval de 2017, a discussão ganhou vulto com o anúncio de que alguns blocos não aceitam mais tocar esse tipo de marchinha. O caso de Lima Barreto mostra que o incômodo não é exclusivo dos dias de hoje, mas reações dos dois lados da briga, potencializadas pelas redes sociais, nem sempre levam em conta o passado. Os defensores das marchinhas costumam dizer que as críticas são geradas pelo discurso “politicamente correto”, comum no século XXI. Os detratores afirmam que nossa sociedade evoluiu e não aceita mais determinados comportamentos.

– Reclamar das marchinhas? Pelo amor de Deus, deixem o Zezé com sua cabeleira. As marchinhas são ótimas, foram criadas num momento de brincadeira. Esse moralismo tira até a força das piadas – avalia Paulo Sérgio Duarte, crítico e professor de História da Arte. – O Léon Ferrari teve um trabalho em que fez uma releitura da Bíblia, usando imagens eróticas da cultura oriental associadas a cenas da pintura católica. É um trabalho politicamente incorreto. E o que a gente faz com ele? Censura? Vamos banir Léon Ferrari porque é politicamente incorreto?

A escritora Conceição Evaristo, militante do movimento negro, não quer o banimento de coisa alguma. Mas lembra que letras como a do axé “Fricote”, de Luiz Caldas, atingem um grupo grande de pessoas. A canção, lançada em 1985, se tornou um sucesso gigante no Brasil, com os versos “Nega do cabelo duro / Que não gosta de pentear / Quando passa na baixa do tubo / O negão começa a gritar / Pega ela aí / Pega ela aí”.

– Não defendo a censura à criação ou à linguagem, mas não se pode ignorar o fato de alguma arte ferir a dignidade de determinada categoria étnica, social ou de quem escolhe uma sexualidade – diz Conceição. – Eu me sinto, sim, incomodada pela representação do negro em algumas obras, independentemente de quando foram feitas.

Adaptado de O Globo. Texto completo: https://oglobo.globo.com/cultura/obras-de-arte-sao-colocadas-em-xeque-por-preconceitos-ha-mais-de-um-seculo-20944016#ixzz4vthbxblk

TEXTO III:

O filme “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, que estreou nos cinemas do país nesta quinta-feira (12/10), espicha a discussão incessante sobre os limites do humor.

Baseado no livro homônimo escrito pelo comediante e apresentador Danilo Gentili em 2009, o longa mostra dois garotos executando as lições presentes no tal livro – que no filme é um caderno escrito anos atrás e escondido em um banheiro.

Eles têm a ajuda do próprio autor das “maldades” do caderno, interpretado por Gentili. O autointitulado “pior aluno da escola” é agora um homem de quase 40 anos que vive na suíte presidencial de um hotel de luxo, rodeado por mulheres e que atua como um penetra habitué de festas badaladas.

Há momentos controversos. Em um deles, Gentili experimenta variações de “gordo” para apelidar um dos protagonistas. Opta por “rasga mãe”. Outro garoto recebe o apelido de “arrombado”.

Danilo se orgulha em dizer que nenhuma “trolagem” foi considerada controversa a ponto de ser vetada. “Você acha que a gente senta e decide quem vamos ofender? Vamos fazer uma comédia, não passou pela nossa cabeça se iríamos ofender alguém. Parece que passa pela cabeça de quem está fazendo a pergunta”, afirma Gentili.

O diretor Fabrício Bittar avalia que a reflexão proposta pelo filme está na liberdade de abordar temas espinhosos. “Se você começa a travar os assuntos que a arte e a ficção vão tratar, você perde a oportunidade de trabalhá-los.”

Adaptado de Folha de S. Paulo. Texto completo: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/10/1926636-criada-por-danilo-gentili-comedia-juvenil-ri-de-bullying-e-pedofilia.shtml

TEXTO IV:

preconceito-contra-baianos-nordestinos-autor-nao-identificado

TEXTO V:

feriado-dia-da-consciencia-negra-autor-angeli

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos materiais de apoio trazidos abaixo e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Preconceito ou politicamente incorreto? Como equilibrar a dignidade humana com a liberdade de expressão?“. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. O texto não precisa ter título.


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