Tema #06 – Cultura e apropriação

Tema de Redação: Cultura e apropriação

Olá, estudante! Este post traz um tema de redação para você treinar. Se você já for assinante, pode mandar o texto que nós corrigimos 😉

TEXTOS DE APOIO

TEXTO I:

Perrotti e Pieruccini (2008, p. 74) entendem que Apropriação Cultural é ação afirmativa com e sobre significados negociados que “[…] diferencia e constitui os negociadores como sujeitos da cultura, protagonistas, cidadãos”. Esses autores distinguem apropriação de assimilação cultural e enfatizam que “[…] apropriar-se de informação e cultura é ato próprio de protagonistas, categoria que no âmbito da educação e cultura se distinguem das de usuários e de consumidores culturais […]”. Lima (2016) observa a apropriação cultural de indivíduos, grupos e coletividades “como o movimento que torna próprios saberes e objetos construídos, transformados e significados nas interações sociais, em que são elaborados e negociados sentidos.”

Mas a Apropriação Cultural também tem sido entendida como a adoção de alguns elementos específicos de uma cultura por um grupo cultural diferente. Ela descreve aculturação ou assimilação, mas pode implicar uma visão negativa em relação a aculturação de uma cultura dominante por uma cultura minoritaria. Ela pode incluir a introdução de formas de vestir ou adorno pessoal, música e arte, religião, língua, ou comportamento social. Estes elementos, uma vez removidos de seus contextos culturais, podem assumir significados que são significativamente divergentes, ou simplesmente menos sutís do que, aqueles que originalmente realizados.

Apropriação prática envolve a ‘apropriação’ de ideias, símbolos, artefatos, imagem, som, objetos, formas ou estilos de outras culturas, da história da arte, da cultura popular ou outros aspectos do humano feito visual ou a cultura não visual. Os antropólogos têm estudado o processo de apropriação cultural, ou empréstimo cultural (que inclui arte e urbanismo), como parte da mudança cultural e o contato entre diferentes culturas.

Texto completo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Apropria%C3%A7%C3%A3o_cultural.

TEXTO II

O debate sobre a apropriação cultural, porém, ultrapassa as fronteiras de uma discussão individual sobre se pessoas brancas podem ou não usar adereços como turbante, cabelos trançados ou dreads.

Trata-se, principalmente, de uma discussão sobre racismo, etnocentrismo, capitalismo e sobre o uso que instituições como a indústria da moda fazem de produções de grupos minorizados. Pesquisadora na área de representação do negro na mídia, a bacharel em História e educadora Suzane Jardim explica como se dá o processo de apropriação cultural.

O fenômeno acontece quando um estrato social historicamente dominante marginaliza uma etnia, religião ou cultura, tornando seus símbolos e práticas abomináveis aos olhos da sociedade. Com isso, o grupo marginalizado abandona tais práticas, como uma forma de se adequar, na tentativa de sofrer menos preconceito.

“Com esse processo concluído, o mesmo grupo responsável pela marginalização passa, então, a ressignificar essas práticas e símbolos antes condenados, tentando torná-los atrativos para a maioria da população e visando o lucro”, explica. “Nesse processo, toda a essência simbólica dos elementos é perdida. Eles passam a ser apenas objetos de desejo, cada vez mais caros e inacessíveis para os que foram primeiramente hostilizados”.

A filósofa Djamila Ribeiro, colunista de CartaCapital, dá o exemplo do axé music, nascido no Carnaval de Salvador, a cidade com a população mais negra fora da África. “O axé foi criado por pessoas negras, que hoje pulam o Carnaval segregadas, do outro lado da corda. As cantoras de axé que mais fazem sucesso hoje são brancas e loiras”, diz.

Além disso, o fato de cabelos trançados estarem na moda ou turbantes disponíveis em lojas de departamento e estampados em capas de revistas não se traduz em direitos e respeito aos negros e negras no Brasil. “Eu, quando uso turbante na rua, as pessoas me apontam e me discriminam. Ao mesmo tempo, uma pessoa branca com o mesmo acessório é vista como moderna”, conta Ribeiro.

“A mulher branca que não faz parte de religiões de matriz africana usa o turbante, as tranças ou os dreads porque viu em revistas de moda que aquilo a deixa bela, porque encontrou locais onde poderia comprar tudo aquilo e sabe que receberá elogios com o uso”, afirma Suzane Jardim. Segundo ela, em geral esses elementos são vistos apenas como adereços estéticos.

Texto completo: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/turbantes-e-apropriacao-cultural

TEXTO III:

Brincar de Índio
Xuxa

Vamos brincar de índio
Mas sem mocinho pra me pegar…
Venha pra minha tribo
Eu sou cacique, você é meu par…
Índio fazer barulho
Índio ter seu orgulho
Vem pintar a pele para a dança começar

Pego meu arco e flecha
Minha canoa e vou pescar
Vamos fazer fogueira
Comer do fruto que a terra dá
Índio fazer barulho
Índio ter seu orgulho
Índio quer apito
Mas também sabe gritar

Índio não faz mais lutas
Índio não faz guerra
Índio já foi um dia
O dono dessa terra
Índio ficou sozinho
Índio querer carinho
Índio querer de volta a sua paz

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos materiais de apoio trazidos abaixo e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Afinal, de quem é a cultura? Discuta a apropriação cultural no Brasil“. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. O texto não precisa ter título.


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