O relevo brasileiro

Aula exclusiva para assinantes

Assine o Vestibular.com.br e tenha acesso ao melhor conteúdo para vestibulares e Enem.

Experimente 7 dias grátis

O relevo brasileiro é caracterizado por formações antigas de baixas altitudes – os pontos mais altos são o Pico da Neblina (2.993m) e o Pico 31 de Março (2.972m), ambos no estado do Amazonas. Não existem no país dobramentos modernos, apenas bacias sedimentares, que ocupam 64% do território nacional, e escudos cristalinos, que representam os outros 36%.

Há diversas classificações do relevo brasileiro, dentre as quais se destacam a classificação feita por Aroldo Azevedo em 1940 com base no nível altimétrico; aquela feita por Aziz Ab’Saber em 1950 com base nos processos de erosão e sedimentação; e, mais recentemente, a classificação feita por Jurandyr L. S. Ross no ano de 1995 com base nas aerofotos tiradas durante o projeto Radambrasil, a qual agrupa as unidades do relevo brasileiro em três categorias: planaltos, planícies e depressões.

 

Planaltos

Os planaltos são a forma de relevo predominante no território brasileiro. Possuem altitude superior a 300 metros e, devido à ação do intemperismo e ao intenso processo erosivo, apresentam formas bastante irregulares.

Os planaltos brasileiros são divididos em dois grupos: Planalto das Guianas e Planalto Cristalino Brasileiro. O primeiro, localizado ao norte da bacia sedimentar Amazônica, divide-se em Região Serrana (na fronteira com as Guianas e a Venezuela), onde estão as maiores altitudes do país, e Planalto Norte-Amazônico (ao sul da Região Serrana).

Já o Planalto Cristalino Brasileiro, localizado ao sul da bacia sedimentar Amazônica, forma um complexo que se divide nos seguintes planaltos, intercalados por planícies:

  • Planalto Central: Ocupa a região que vai do oeste do Rio São Francisco até o sul da Planície Amazônica e o leste da Planície do Pantanal, com predomínio de chapadões e relevos tabulares.
  • Planalto do Meio-Norte ou do Maranhão-Piauí: Localizado na área de transição entre o nordeste do Brasil e a Amazônia, apresenta pequenas chapadas impropriamente chamadas de serras, além das áreas de cuestas (estruturas abruptas de um lado e com uma leve queda para o outro).
  • Planalto Nordestino: Localizado na região nordeste do país, apresenta superfícies aplainadas sobre rochas cristalinas, formando o sertão, além de acidentes que se destacam no meio dessas superfícies e separam o sertão da Zona da Mata nordestina, a exemplo do Planalto da Borborema.
  • Serras e Planaltos do Leste e Sudeste ou Planalto Atlântico: Estende-se do nordeste de Santa Catarina até a Bahia e é a única região realmente acidentada do Brasil, onde se encontram as Serras do Mar, da Mantiqueira e do Espinhaço. 
  • Planalto Meridional: Localizado predominantemente na região sul, estende-se também pelas regiões sudeste e centro-oeste. Divide-se em Planalto Arenito-Basáltico, que apresenta cuestas decorrentes do processo erosivo, e áreas de depressões periféricas, com altitudes menos elevadas.
  • Planalto Uruguaio Sul-rio-grandense: Localizado no extremo sul do Rio Grande do Sul, é formado por terrenos cristalinos de baixa altitude (pampas) e caracteriza-se pela presença de colinas onduladas e pouco salientes, chamadas coxilhas.

 

Planícies

Diferentemente dos planaltos e depressões, em que predomina o processo erosivo, as planícies se formam onde prevalece a deposição de sedimentos, apresentando altitudes inferiores à dos terrenos circundantes. No Brasil há três regiões de planícies:

  • Planície e Terras Baixas Amazônicas: Antes considerada uma gigantesca planície, essa região é formada, na realidade, por uma pequena porção de terras baixas e grandes áreas de baixos platôs, que compõem as terras firmes. Apresenta, ainda, terraços fluviais com altitudes inferiores a 30 metros, denominados tesos.
  • Planície do Pantanal: Localizado na região do pantanal mato-grossense, estende-se para fora do país e apresenta tanto cordilheiras (áreas mais elevadas e livres de inundação) quanto baías (áreas mais baixas sujeitas ao acúmulo de água).
  • Planície Costeira ou Litorânea: Estende-se pelo litoral do Amapá até o Rio Grande do Sul, em uma faixa de largura irregular que desaparece quase totalmente em alguns pontos. É formada por terrenos sedimentares e assume diferentes configurações ao longo da costa brasileira, como falésias, baías, restingas, etc.

 

Depressões

As depressões são áreas rebaixadas em relação ao nível do mar (depressões absolutas) ou ao seu entorno (depressões relativas). Assim como os planaltos, podem ser encontradas sobre bacias sedimentares ou escudos cristalinos, mas se diferenciam destes sobretudo pela altitude e pela topografia, geralmente mais suaves.

No Brasil são encontradas depressões relativas, como a Depressão Periférica Paulista, a Depressão Marginal Norte-Amazônica e a Depressão Sertaneja.