Messianismo no Brasil

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Fenômeno que marca a história nacional principalmente na República Velha. Foi comum considerá-los apenas religiosos, quando na realidade traziam muitas críticas de caráter social. Os principais movimentos são as guerras de Canudos e do Contestado; há ainda, o caso de Juazeiro, que se difere porque o líder padre Cícero era, de fato, ligado à Igreja Católica. Canudos (1896-1897) traz a figura de Antônio Conselheiro, que liderou os sertanejos no Arraial de Canudos, no sertão baiano. O Arraial começa a reunir muitas pessoas, deixando os coronéis da região com pouca mão de obra. Difunde-se, então, que o grupo era contra a República. O livro “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, conta a história da guerra que deixou saldo de 20 mil mortos. Contestado (1912-1916) tem três monges e passou por diferentes lugares dos planaltos dos estados de Santa Catarina e Paraná, região por onde passava uma estrada de ferro. A companhia que construiu a ferrovia recebeu como pagamentos as terras às margens dos trilhos, porém o local já era ocupado pelos caboclos. Os monges João Maria (o primeiro, D’Agostini; o segundo, na verdade, Anastás Marcaf) estiveram com a população em diferentes momentos, mas é José Maria D’Agostina, desertor da polícia paranaense, quem forma uma tropa de caboclos para resistir às realocações decorrentes das disputas de terras. Em uma das mudanças, ao cruzar de SC para o PR, o movimento é atacado, na cidade que hoje é Irani, pela polícia paranaense, e conflagra-se o conflito. O monge morre no início da guerra, mas cria-se um mito de que o “santo” João Maria iria voltar.