Brasil – Período entre as Ditaduras

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Entre o fim da Ditadura Vargas (1945) e a Ditadura Militar (1964), o Brasil teve cinco presidentes. General Dutra é eleito via voto direto e tem o governo marcado pela Constituição de 1946 e pelo alinhamento com a política norte-americana. Destaca-se o plano de desenvolvimento SALTE (saúde, alimentação, transportes e energia elétrica). Getúlio Vargas é eleito pela segunda vez e, agora, adota postura populista, que se traduz em aproximação com a classe trabalhadora e até um aumento de 100% no salário mínimo. O nacionalismo também é destaque, com a criação da Petrobras (1953). Mas o grande destaque fica para a crise política. Vargas acaba renunciando e suicidando-se em 1954. Há, então, uma crise sucessória, em que governaram o país Café Filho, Carlos Luz e Nereu Ramos. Juscelino Kubitschek é eleito em 1956 e entra para a história com um mandato marcado por grande desenvolvimento à custa de grande endividamento. Traz a indústria de bens de consumo (automóveis, eletrodomésticos), no plano chamado 50 anos e 5 (nacional desenvolvimentismo), e constrói Brasília, mudando para ela a capital nacional. Jânio Quadros, que dizia que ia “varrer” a corrupção do país, aproxima-se do bloco socialista – o único dos cinco que o fez -, mas, por outro lado, adota medidas ortodoxas do capitalismo, como congelamento de salários. Após sete meses no governo, renuncia. João Goulart (Jango), o vice, assume após a renúncia, mas não era aceito pelos militares. Para acomodar as forças, o governo vira parlamentarista (1961-1963), retirando o poder de Jango. O parlamentarismo é derrubado após plebiscito, com retorno do presidencialismo. Jango propõe, então, um programa de reformas de base, lidando com aspectos sociais e econômicos. A elite brasileira sente-se ameaçada e, em 1964, derruba-se a Constituição de 1946 no Golpe Militar de 1964.