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Mudando o mundo um pouco a cada dia
Curso: Serviço Social
Duração média: 4 anos
 

Você quer mudar o mundo? Se a resposta é "sim", fique atento para não usar este critério como o único ponto a ponderar na escolha da profissão. O assistente social, profissional graduado em Serviço Social, muda o mundo da mesma forma que os outros profissionais o fazem: um pouco por dia, um pouco por vez.

Da área das Ciências Sociais Aplicadas, o curso faz jus à categoria. Os graduandos têm de estudar Psicologia, Economia, Sociologia, Legislação Social e Teoria Política, para citar apenas alguns campos, e conseguir, a partir destes diversos pontos de análise, contemplar a realidade social em que deve interferir. Deve ser capaz de perceber o mundo de uma perspectiva histórica e crítica.

O conhecimento deste profissional é usado para melhorar o bem estar da coletividade, que pode ser um grupo de crianças, ou de mulheres, ou de trabalhadores, ou mesmo de habitantes de um determinado lugar. A questão é que o trabalho é voltado a um grupo, e é pensado, estruturado e executado de modo a atender às necessidades deste.

Assistentes sociais frequentemente integram equipes multidisciplinares, ao lado de médicos, professores, psicólogos, engenheiros, dentre outros, de acordo com a demanda. E a mudança na realidade  em que se interfere não precisa ser em nível nacional: um profissional que trabalhe em uma empresa privada, por exemplo, pode, com o psicólogo do departamento de Recursos Humanos, planejar ações para melhorar as condições de trabalho daquela companhia. Pode ser que a recompensa do seu esforço seja ver um trabalhador sorrir durante o expediente graças às ações desenvolvidas.

Respeito aos direitos

É preciso esclarecer que o bacharel em Serviço Social também tem, dentre suas funções de "mudar o mundo pra melhor", a de ajudar as pessoas a terem seus direitos respeitados. Uma tarefa que pode significar ajudar uma viúva a receber pensão, ou acompanhar pais e filhos envolvidos em processos de guarda das crianças. Pode ter a ver com a implantação de uma rede de esgoto em local insalubre ou com a criação de uma nova secretaria nacional.

A Constituição de 1988 assegura uma série de direitos aos brasileiros. "Direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade", diz o texto do artigo 5°. Para a vida, é necessário saúde, certo? Segundo o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), este é o ramo que mais emprega os cerca de 80 mil assistentes em atividade no Brasil. Para a vida também é necessário comida, então o profissional pode atuar em campanhas de alimentação, por exemplo.

A igualdade e a propriedade nos levam ao início da profissão no país, na década de 1930. Com a industrialização cresceram as desigualdades sociais, ampliaram-se as demandas por serviços básicos como água, luz, esgoto - e educação -, e consequentemente aumentou a pressão sobre o Estado. Neste contexto, os assistentes sociais foram, inicialmente, vistos como os profissionais que deveriam conter a revolta das classes desfavorecidas.

Após a década de 1970, no entanto, com o Regime Militar e a insurgência dos trabalhadores na luta por uma vida mais digna, o assistente social passou a ser visto como aquele que ajuda a garantir os direitos da população: direitos sociais, civis, políticos, humanos, e outros.

 
Nota-se que o assistente social está o tempo todo interagindo com pessoas. De fato, ampliar a integração entre indivíduos é também uma das tarefas desenvolvidas. Por isso, a habilidade em se comunicar e a sensibilidade para entender o drama do outro são características desejáveis nestes profissionais. Apesar do exercício para não deixar a sensibilidade tornar-se um envolvimento pessoal, é preciso conseguir entender a realidade observada para propor mudanças pertinentes e possíveis de realizar.
 

Hoje, apesar de o CFESS estimar que 80% dos bacharéis estão em órgãos ou projetos governamentais, a atuação em empresas privadas e do terceiro setor tem crescido e se destacado. Na esfera pública, o trabalho pode ser em hospitais, centros de saúde e de assistência social, por exemplo. Há profissionais em penitenciárias, órgãos que estabelecem políticas públicas, dentre outros.  O campo da pesquisa acadêmica também é um ramo de atuação.

A graduação dura cerca de quatro anos e inclui estágio obrigatório. Para trabalhar como assistente social é necessário diploma de nível superior na área e registro no Conselho Regional de Serviço Social.

 
Psicologia, Sociologia, Antropologia, Legislação Social, Economia, Filosofia, Administração, Teoria Política, Teoria do Serviço Social, Pesquisa em Serviço Social e Política Social.
 
Apesar de reconhecida em 1957 e regulamentada em 1993, a categoria ainda não tem piso salarial. Existe um projeto de lei (PL 4022/2008) que propõe a fixação da remuneração mínima em R$ 960 para jornada de 44 horas semanais, mas os Conselhos consideram o valor baixo - a luta do setor é para fixação em dez salários mínimos.
 


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