O número de cursos em instituições de ensino superior privadas com fins lucrativos aumentou quase cinco vezes na última década, passando de cerca de 2,5 mil unidades em 1999 para mais de 11 mil em 2008. Hoje, esses tipos de curso detêm 27,4% das vagas no país, e a expectativa é que o percentual alcance 50% até 2015.
Nos últimos três anos, fusões e aquisições de faculdades se seguiram, formando grandes grupos educacionais. O número de matrículas acompanhou o mesmo ritmo e subiu de 650 mil para 2,5 milhões. Por lei, até 1996, somente as particulares filantrópicas podiam atuar no setor.
Exemplo dos novos tempos é a negociação que está em andamento - e deve ser anunciada nesta segunda-feira, dia 8 - entre o grupo Kroton, um dos maiores do país com 43 mil alunos, e o Iuni, outro grupo gigante do setor, com 53 mil, por um valor estimado em R$ 600 milhões, o maior da história recente da educação no Brasil.
Mudança na lei
Se hoje o setor privado (tanto filantrópicos quanto os com fins lucrativos) detém 90% das matrículas no ensino superior, isso se deve à mudança na Lei de Diretrizes e Bases, em 1996, que permitiu a participação das privadas com fins lucrativos. Em 1996, eram 711 instituições particulares. Em três anos, já havia alcançado 1.097 e, em 2008, já somavam 2.252.
Com informações do G1