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Haiti: número de mortos chega a 230 mil e supera tsunami de 2004
 

O número de pessoas mortas em consequência do terremoto que atingiu o Haiti no dia 12 de janeiro chegou a 230 mil, segundo afirmou o governo do país nesta terça-feira (9). O novo total supera em 18 mil a estimativa anterior, feita na semana passada, e ultrapassa algumas estimativas do número de mortes no tsunami que atingiu o sudeste asiático em dezembro de 2004.

Um relatório do Centro de Pesquisas sobre Epidemiologia de Desastres encomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e publicado em janeiro indicava o tsunami de 2004 como o desastre mais mortífero da primeira década do milênio, com cerca de 220 mil mortes. O total de mortos no terremoto do Haiti pode crescer ainda mais, já que muitos corpos ainda não teriam sido contabilizados, segundo a ministra das comunicações do país, Marie-Laurence Jocelyn Lassegue. O novo total de mortos não inclui corpos enterrados por funerárias privadas em cemitérios privados ou corpos de vítimas enterrados pelas próprias famílias. Segundo os dados do governo haitiano, o terremoto deixou ainda cerca de 300 mil pessoas feridas.

Quase um mês após o terremoto, a situação humanitária no país continua crítica, com muitos desabrigados e o crescente temor de epidemias. As preocupações aumentam com a proximidade da temporada de chuvas e a falta de barracas para os desabrigados. No maior dos campos de desabrigados montados na cidade após o tremor, há muitas famílias vivendo ainda sob lonas armadas sobre pedaços de madeira.

O objetivo agora é abrigar todos em barracas antes do início das chuvas. Mas os desafios de colocar um grande número de barracas em campos superlotados são grandes. Muitas construções de Porto Príncipe ainda estão em estado crítico, por conta dos danos sofridos com o terremoto.

 

Quase um mês após o desastre no Haiti, país mais pobre das Américas, a população ainda contabiliza seus mortos. Segundo as Nações Unidas, o terremoto que atingiu 7 graus na escala Richter, foi uma das maiores tragédias vistas.

Com o tremor dezenas de prédios da capital Porto Príncipe caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas e cadáveres foram enterrados em valas comuns ou pelas próprias famílias. Comida, água e medicamentos escasseiam. A situação humanitária do país é complicada e os sobreviventes ainda protestam por melhores condições nas ruas de Porto Príncipe.

O Brasil contabilizou 18 militares mortos que estavam em missão no Haiti. A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.

 

Informações: BBC Brasil 

 
 
 

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