Que os minivestidos sempre causaram grande alvoroço em olhares masculinos não é novidade. Agora imaginar que uma peça do guarda-roupa feminino pudesse causar tantos transtornos dentro de uma Universidade... mas foi isso que ocorreu no dia 22 de outubro nos corredores da Universidade Bandeirantes de São Paulo (Uniban) em São Bernardo do Campo (SP). A estudante Geisy Arruda, 20 anos, usando um vestidinho rosa, foi hostilizada por colegas, expulsa pela instituição e precisou deixar o local escoltada por policiais. O caso ganhou repercussão internacional e fez milhares de pessoas questionarem: ‘tudo isso por um vestido?', ‘o que teria ocorrido na faculdade para provocar a ira dos estudantes?'. A estudante de Turismo teria sido xingada e ameaçada de estupro pelos colegas. O fato foi registrado por telefones celulares e colocado na internet. Em contrapartida, os estudantes relatam que a moça teria mostrado o bumbum no corredor e tinha comportamento bastante vulgar fora das salas de aula. A universidade divulgou nota no dia 7 de novembro justificando a expulsão da garota. O texto dizia que depois de realizar uma sindicância interna para apurar os fatos a decisão teria sido tomada, inclusive com a suspensão temporária de outros alunos envolvidos. Veja um trecho da nota: “Geisy frequentava as aulas 'em trajes inadequados' indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade, e que já havia sido repreendida por isso. A universidade classificou o episódio como reação coletiva de defesa do ambiente escolar à atitude provocativa da aluna". Com a repercussão do caso a Uniban decidiu voltar atrás na decisão. Mesmo tendo garantido seu retorno à universidade, Geisy ainda não retomou os estudos. A estudante contratou um advogado e prometeu processar os envolvidos. “Vou processar e pedir indenização a todos os que colocaram essa coisa na Internet, com aqueles títulos deploráveis, palavrão e tudo o mais. Se meu advogado julgar oportuno, devo processar a Uniban, os alunos que forem identificados por minhas testemunhas e até professores que disseram o que não deveriam ter dito. Como me chamar de fulana e de outras coisas piores”. |