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22/12/2011
Já está valendo a lei antifumo que acaba com os fumódromos de todo o país. O que já era regra em alguns estados, como São Paulo, passa a ser obrigatório em todos os estados da federação. Seja público ou privado, passa a ser proibido fumar em qualquer lugar fechado. Segundo o ministro da saúde Alexandre Padilha, serão extintos os espaços destinados aos fumantes na maioria dos lugares. Existirão alguns lugares que ainda vão ter uma regulamentação apropriada, como é o caso dos shoppings.
A lei foi modificada com base no argumento de que os fumódromos impedem que a fumaça circule, e as substâncias que vem da fumaça podem causar doenças. As autoridades prometem fiscalização, e os estabelecimentos que descumprirem as regras serão multados. Ainda que sejam aplicadas multas aos estabelecimentos, não estão previstas punições aos fumantes que desrespeitarem a lei.
Outra mudança é a elevação no preço dos cigarros. A partir de janeiro o maço vai ter seu custo acrescido de cerca de 20%. Segundo o Ministério da Saúde, 15% dos brasileiros adultos fumam hoje em dia. O combate e tratamento à doenças relacionadas ao consumo de tabaco custam quase R$ 400 milhões aos cofres públicos.
A lei também prevê que em quatro anos os maços tenham advertências na parte da frente da caixa e que os fabricantes de cigarro não possam mais divulgar suas marcas em eventos musicais e esportivos. A expectativa das autoridades é de que os números relacionados ao consumo de cigarros tenham um decréscimo significativo no Brasil, assim como em outros países onde a lei foi adotada. Na Inglaterra, uma lei parecida com a brasileira reduziu o número de infartos em 21%.
O cigarro e seus males
Um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo, o cigarro são classificados pela revista The Economist como um dos produtos mais lucrativos do comércio atual. Anualmente a indústria mundial de cigarros fatura cerca de US$ 285 bilhões, e a brasileira US$ 4,5 bilhões. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, a vida dos americanos fumantes é reduzida, coletivamente, em cerca de cinco milhões de anos, a cada ano que massa. O fumo causa a morte de 420 mil pessoas por ano, apenas nos EUA, o equivalente a 50 vezes mais mortes do que as causadas elas drogas ilegais.
O cigarro é composto por uma mistura de cerca de 4700 substâncias toxicas. Entre elas há alguns componentes gasosos, como o monóxido de carbono e algumas partículas como o alcatrão, a nicotina e a água. Também são encontradas no cigarro substâncias como a acetona, o arsênico, o butano e o cianido. A preocupação das autoridades de saúde é, além da saúde dos fumantes, a saúde das pessoas que estão ao redor. Mesmo sem fumar, quem está exposto a essa fumaça sofre com os efeitos das substâncias tóxicas presentes nos cigarros. São os fumantes passivos. Os pulmões dessas pessoas, que estão simplesmente próximas de fumantes, ficam expostos a pelo menos 43 substâncias comprovadamente cancerígenas.
A fumaça do cigarro contém toxinas que irritam os olhos, o nariz e a garganta e diminuem a mobilidade dos cílios pulmonares, causando alergias respiratórias. Além disso, a fumaça também é constituída por monóxido de carbono (CO) que, quando inalado, reduz a capacidade do sangue de carregar oxigênio.
Além de causar dependência, o cigarro é responsável por índices alarmantes. Cerca de 87% das mortes causadas por câncer de pulmão ocorrem entre os fumantes, e mulheres que fumam tem uma probabilidade maior de desenvolver câncer de mama. Além disso há relações cientificamente provadas entre o fumo e a diabetes, o câncer de cólon, a asma, a leucemia e muitas outras.
No Brasil, estima-se anualmente a morte precoce de 80 mil pessoas em decorrência do tabagismo, número que vem crescendo ano a ano. Isso equivale dizer que dez brasileiros morrem a cada hora por causa do consumo de cigarros. Mundialmente esses índices são bem pores. Estima-se que três milhões de pessoas morram por ano por causa do fumo. Esse índice representa seis mortes a cada minuto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, caso a situação continue como está, o número de mortes anual em 2020 chegará a 10 milhões.
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21/12/2011
Começa amanhã, dia 22 de dezembro o verão. Devido à inclinação do eixo terrestre, o Hemisfério Sul recebe uma incidência maior de luz solar, o que marca o início do verão para quem vive abaixo da Linha do Equador, e o início do inverno para aqueles que vivem no Hemisfério Norte. Durante o verão, as temperaturas permanecem elevadas e os dias são mais longos e geralmente, essa época do ano é reservada às férias escolares.
Os fenômenos que marcam os inicios das estações são conhecidos como solstícios e equinócios. O solstício é caracterizado pelo momento em que o sol atinge maior declinação em latitude a partir da Linha do Equador e atinge os trópicos perpendicularmente. Já nos equinócios, a luz solar incide perpendicularmente sobre o Equador, o que faz com que ambos os hemisférios fiquem igualmente iluminados. Esse último fenômeno caracteriza o início da primavera e do outono.
Enquanto o verão de 2011 se caracterizou como um dos mais chuvosos dos últimos anos em várias partes do país, a expectativa para 2012 é de um dos verões com temperaturas elevadas. Nas regiões sul, sudeste e nordeste os termômetros devem ficar, inclusive, acima da média, possibilitando recordes de temperatura, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Já nas regiões centro-oeste, norte e no interior do nordeste, a estação deverá ser chuvosa e, consequentemente, de temperaturas mais amenas.
Outro aspecto que vinha preocupando muito os brasileiros e as autoridades de saúde do Brasil são os índices de umidade relativa do ar. Segundo a meteorologia, os números deverão ficar dentro dos estipulados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como adequados e recomendados.
Segundo a Organização, os índices de umidade relativa do ar inferiores a 30% caracterizam estado de atenção, de 19% a 12%, estado de alerta e abaixo de 12%, estado de emergência. No corpo humano, as principais consequências da baixa umidade são o ressecamento da garganta e dos olhos e o surgimento de problemas respiratórios. Durante o inverno desse ano, o Distrito Federal chegou a registrar índices de 10%.
A baixa umidade também aumenta a probabilidade de incêndio em pastagens e em florestas. Em casos de emergência, a Defesa Civil orienta a população a redobrar os cuidados com a saúde, evitando exposição excessiva ao sol e prática de atividade física entre 11 e 17 horas, quando o sol está mais forte. Também é recomendável umidificar os ambientes com vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com agua e incluir muito liquido e refeições leves na rotina.
O verão termina dia 21 de março, quando tem início o outono.
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21/12/2011
Um dos mais importantes nomes da arquitetura moderna, Oscar Niemeyer festejou, no último dia 15, 104 anos. Para celebrar a data, o arquiteto fez o que mais gosta: trabalhou. O arquiteto já concebeu mais de 600 projetos ao redor do mundo e atualmente dirige importantes obras como a renovação do Sambódromo do Rio de Janeiro, que será adaptado para os Jogos Olímpicos de 2016.
Entre suas obras mais conhecidas estão os edifícios públicos que desenhou para a cidade de Brasília e a sede das Nações Unidas e o edifício Copan. Este último, no centro de São Paulo, ostenta a maior estrutura de concreto armado do Brasil. Entretanto, muitos outros importantes edifícios existentes no Brasil e no mundo foram projetados por esse gênio.
Idealizada pelo então presidente Juscelino Kubitschek, Brasília foi construída na velocidade de um mandato presidencial. Durante esse tempo, Niemeyer foi responsável por desenvolver a arquitetura dos prédios da cidade. O plano de Brasília ficou a cargo de Lucio Costa, amigo e ex-patrão do arquiteto. Entre as obras criadas por Niemeyer está o Palácio da Alvorada – residência do presidente da república –, o Congresso Nacional – onde estão a câmara dos deputados e o senado -, a Catedral de Brasília, o Palácio do Planalto – sede do governo - , e os prédios dos ministérios.
Criada em poucos anos, Brasília fazia parte dos planos de Kubitschek de desenvolver o centro despovoado do Brasil, transferindo a capital do Rio de Janeiro para o planalto central. O projeto de Lúcio Costa também vinha ao encontro com as ideias do então presidente e com os conceitos modernistas da cidade: o automóvel no topo da hierarquia viária e blocos de edifícios afastados, facilitando o deslocamento através da cidade.
Niemeyer define Brasília com as seguintes palavras: “quem for a Brasília, pode gostar ou não dos palácios, mas não pode dizer que viu antes coisa parecida. E arquitetura é isso – invenção”
Hoje em dia, Brasília cresceu muito e o plano piloto em forma de avião, projetado por Lúcio Costa, não é suficiente para acomodar a população que não para de aumentar. A maioria da população vive hoje em cidades-satélite, mais distantes do centro e com um custo de vida bem inferior ao de Brasília. Apenas uma pequena parcela dos habitantes vive na área projetada por Costa.
Em 2007, ano em que completou 100 anos, o arquiteto foi homenageado e recebeu condecorações do governo da França e da Rússia. Fora do Brasil Niemeyer começou a projetar um centro cultural que leva seu nome, na cidade de Avilés em Asturias, na Espanha. Infelizmente, no mesmo dia de seu aniversário, nesse ano, o arquiteto recebeu a notícia de que o Centro fechará suas portas, pois o governo de Asturias acusa os administradores de gastos excessivos.
Ainda em 2007, ele deu início às obras do complexo da Cidade Administrativa de Minas Gerais, com a construção de uma praça cívica e cinco edificações. O término das obras se deu em março de 2010.
Outro aspecto que chama a atenção na vida de Niemeyer é seu envolvimento político. Em 1945, já conhecido como arquiteto, ele filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e empresou a Luís Carlos Prestes a casa que usava como escritório para que fosse montado o comitê do partido. Durante alguns anos de ditadura militar no Brasil, Niemeyer se exilou na França e visitou a União Soviética, firmando laços com diversos líderes socialistas. Em 2007, o arquiteto presenteou o então líder de Cuba, Fidel Castro, com uma escultura antiamericana uma figura monstruosa ameaçando um homem que se defende empunhando uma bandeira de Cuba. Fidel já fez referência a Niemeyer diversas vezes, inclusive em sua carta de renúncia em 2008, quando afirmou que assim como o arquiteto, pensava que se deve ser consequente até o final.
Sua fama de comunista, porém, contrasta com o elevado custo de suas obras. Em 2007, ele foi convidado para redesenhar o prédio do Detran de SP, de sua autoria, para abrigar instalações da USP. O orçamento da obra, entretanto, ficou acima da verba disponibilizada pelo poder público: R$ 120 milhões. Ainda nesse ano, ele cobrou R$ 7 milhões para projetar a nova sede do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília.
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19/12/2011
No último dia 10 de dezembro, comemorou-se 64 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, o documento delineia os direitos humanos básicos e foi esboçada em um esforço coletivo, com a ajuda de pessoas de várias partes do mundo. Quem liderou os trabalhos foi o canadense, John Peters Humphrey.
Ainda que não represente obrigatoriedade legal, o documento é base para diversos tratados da ONU e de outros organismos internacionais e continua a ser muito citado por advogados e cortes internacionais. Segundo a Assembleia Geral da ONU, um dos órgãos mais importantes da organização, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é o ideal a ser atingido por todos os povos e nações.
Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, a comunidade internacional concordava que os preceitos da Carta das Nações Unidas não haviam sido suficientes para evitar que um conflito de tais proporções assolasse o mundo. Sentiu-se a necessidade de uma declaração que especificasse os direitos individuais.
Foi criada uma equipe composta por membros de vários países que representassem a comunidade global da época. O Brasil não foi incluído na relação e apenas o Chile e o Uruguai representaram a América do Sul. Humphrey foi responsável por esboçar o texto inicial que se tornou base de trabalho para a comissão. A Declaração foi aprovada dia 10 de dezembro de 1948, durante uma reunião da Assembleia Geral da ONU. Foram 48 votos a favor, nenhum contrário e oito abstenções.
Mesmo sem efeito legal, a Declaração influenciou muitas constituições desde o ano em que foi adotada e é um documento de importância indiscutível e se configura como uma ferramenta de pressão diplomática e moral sobre governos que violam qualquer um de seus artigos.
Veja abaixo a íntegra da declaração
Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,
Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultam em atos bárbaros que ultrajam a consciência da humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum,
Considerando essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão,
Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,
Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,
Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos humanos e liberdades fundamentais e a observância desses direitos e liberdades,
Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,
A Assembléia Geral proclama:
A presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.
Artigo 1º
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
Artigo2º
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidas nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.Não será tampouco feita qualquer distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
Artigo 3º
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 4º
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.
Artigo 5º
Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Artigo 6º
Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.
Artigo 7º
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo 8º
Toda pessoa tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.
Artigo 9º
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.
Artigo 10
Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir sobre seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.
Artigo 11
§1. Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.
§2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Tampouco será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.
Artigo 12
Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.
Artigo13
§1. Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
§2. Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.
Artigo 14
§1. Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
§2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos propósitos e princípios das Nações Unidas.
Artigo 15
§1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade.
§2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.
Artigo 16
Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
§1. O casamento não será válido senão como o livre e pleno consentimento dos nubentes.
§2. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.
Artigo 17
§1. Toda pessoa tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
§2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.
Artigo 18
Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.
Artigo 19
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.
Artigo 20
§1. Toda pessoa tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas.
§2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.
Artigo 21
§1. Toda pessoa tem o direito de tomar parte no governo de seu país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
§2. Toda pessoa tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
§3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.
Artigo 22
Toda pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.
Artigo 23
§1. Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
§2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
§3. Toda pessoa que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
§4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para a proteção de seus interesses.
Artigo 24
Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias periódicas remuneradas.
Artigo 25
§1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.
§2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora de matrimônio, gozarão da mesma proteção social.
Artigo 26
§1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
§2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
§3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.
Artigo 27
§1. Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios.
§2. Toda pessoa tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.
Artigo 28
Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.
Artigo 29
§1. Toda pessoa tem deveres para com a comunidade, em que o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
§2. No exercício de seus direitos e liberdades, toda pessoa estará sujeita apenas às limitações determinadas por lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer às justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
§3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos propósitos e princípios das Nações Unidas.
Artigo 30
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.
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15/12/2011
Joinville é a única cidade do mundo que sedia uma escola do Teatro Bolshoi fora da Rússia. A instalação foi trazida ao Brasil após uma série de acordos e negociações por parte dos governos dos dois países. Saiba um pouco mais sobre o que os russos descrevem como o convênio cultural mais importante com um país latino-americano.
Fundado em 1776 em Moscou, o Bolshoi é uma das maiores companhias de ballet do mundo. No ano de 1996 surgiu o projeto de abrir uma escola fora da Rússia, mesma época em que a companhia foi convidada para dançar no Festival de Dança de Joinville, maior festival de dança do planeta. Essa foi a principal razão de a cidade ter sido escolhida para sediar a escola. Inaugurada em 2000, a instituição conta hoje com 283 alunos vindos de todo o país, que dedicam quatro horas diárias ao estudo do ballet, durante oito anos. Embora seja um curso técnico, o ensino também adquire um grande sentido social, a partir do momento em que 97% dos estudantes são bolsistas.
Com um índice de até 55 candidatos por vaga em seus processos seletivos, os coreógrafos e professores da escola são parte do corpo do Teatro Bolshoi de Moscou. A escola também possui programas de estágio e de intercâmbios, e é atualmente o maior programa que a Rússia mantém na área cultural com países da América Latina.
Fazem parte do currículo as disciplinas de dança clássica, dança contemporânea, dança popular histórica, dança a caráter, ginástica, condicionamento físico, teoria musical, história da dança e piano. Dessa forma, são contemplados conhecimentos técnicos e teóricos. É observada uma modificação do currículo que vem de Moscou, para fins de adaptação cultural. Aqui no Brasil, por exemplo, os estudantes tem dança típica brasileira, agregando uma infinidade de ritmos ausentes, por razões óbvias, das aulas no teatro russo.
Hoje em dia a escola é mantida com verbas do Governo do Estado de Santa Catarina e também do Ministério da Cultura (âmbito federal), mas ainda assim seus dirigentes apontam dificuldades para sustentar a escola e seus bolsistas. Enquanto é percebida uma facilidade para encontrar patrocínios para as apresentações, de grande visibilidade, são raras as companhias que querem financiar a manutenção da escola. Essa é um dos principais contrastes vividos pelos russos, que antes trabalhavam num teatro, com mais possibilidades e recursos.
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14/12/2011
Santa Catarina
Com pouco mais de 95 mil km², o equivalente a 1,12% do território nacional, e 16,57% da região sul, Santa Catarina surpreende pela variedade das paisagens naturais e das origens étnicas da população. Seus contrastes geográficos e históricos privilegiam o turismo. Em função de sua diversidade climática, Santa Catarina oferece diversos roteiros. Em seu litoral, com cerca de 560 quilômetros de extensão há centenas de praias, desde pacatas vilas de pescadores até agitados balneários com intensa vida noturna e mais de uma centena dessas localidades são próprias para a prática do surfe. Entre junho e novembro, boa parte da costa do estado recebe a visita de baleias francas, facilmente observadas da praia ou de embarcações. Durante o inverno faz muito frio, e Santa Catarina possui picos que atingem altitudes próximas a dois mil metros acima do nível do mar, configurando-se como um dos raros locais onde neva no país. O povo que aqui vive é formado pela mistura de diferentes povos – portugueses, alemães, italianos, africanos, índios, poloneses, austríacos, ucranianos, gregos. Nas cidades catarinenses encontra-se preservada a história e os costumes dos nativos, mas também dos colonizadores. Seu legado está presente na arquitetura, na culinária, no folclore e nas festas. Santa Catarina também dispõe de muitas opções de lazer e de entretenimento como o Beto Carrero World, maior parque multi-temático da América Latina. Em outubro é quando acontece a maior parte das festas: Oktoberfest (Blumenau), Festa das Tradições (Joinville), Fenarreco (Brusque), Marejada (Itajaí), Fenaostra (Florianópolis), entre outras.
Composto por 293 municípios, o estado esta dividido em dez regiões turísticas, cujos limites territoriais reproduzem afinidades geográficas, econômicas e sócio-culturais: Caminho dos Príncipes, Costa Verde e Mar, Vale Europeu, Grande Florianópolis, Encantos do Sul, Caminho dos Cânions, Serra Catarinense, Vale do Contestado, Grande Oeste e Caminhos da Fronteira. Essas regiões serão abordadas mais adiante. Foram adotadas para a construção do informe por agruparem cidades com características culturais similares, facilitando, portanto, o entendimento para um agente cultural. É evidente que existem outras divisões, baseadas nos mais variados critérios.
A diversidade geográfica e humana de Santa Catarina é surpreendente para um território de apenas 95,4 mil km² - do tamanho aproximado de países como a Áustria, Hungria, Irlanda ou Portugal. Uma viagem de poucas horas de carro é suficiente para experimentar mudanças radicais no clima, na paisagem, nos sotaques e culturas.
Com atrativos diferenciados e de fácil acesso, o estado tem vocação acentuada para o turismo. Visitá-lo é um deleite, tanto para quem quer férias tranqüilas, como para os que buscam a aventura de esportes ligados à natureza: vela, remo, surfe, canoagem, rapel, parapente, asa-delta, alpinismo, trekking... Há oito estâncias hidrominerais, 14 áreas federais e 5 estaduais de proteção ambiental, além de dezenas de parques ecológicos municipais (Disponível em www.sc.gov.br)
Santa Catarina está localizada ao Sul do Brasil, bem no centro da Região. O Estado faz fronteira com a Argentina na região Oeste. Florianópolis, a capital, encontra-se a 1850 quilômetros de distância de Buenos Aires, 705 quilômetros de São Paulo e 1144 do Rio de Janeiro. Em termos de latitude e longitude, sua posição no mapa situa-se entre os paralelos 25º57’41” e 29º23’55” de latitude Sul e entre os meridianos 48º19’37” e 53º50’00” de longitude Oeste. Seu ponto extremo ao norte é a Curva do Rio Saí-Guaçu, ao sul a Nascente do Rio Mampituba. A leste, o ponto extremo de SC está localizado na parte insular de Florianópolis, na Ponta dos Ingleses, e a oeste na Confluência dos rios Uruguai e Peperiguaçu.
Santa Catarina segue o fuso-horário de Brasília, o terceiro totalmente a oeste de Greenwich, portanto, três horas atrasado em relação à GMT. Assim como a capital federal, SC também adere ao horário de verão, adiantando seus relógios uma hora, entre os meses de novembro e fevereiro.
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12/12/2011
A região sul é uma das cinco grandes regiões nas quais é dividido o Brasil. Composta pelos estados de Santa Catarina, do Paraná e do Rio Grande do Sul, esta regiçao totaliza uma superfície de 576.409,6 km². Sua população totaliza quase 28 milhões de habitantes e a regiao apresenta densidade de 47,5 habitantes por quilômetro quadrado e crescimento demográfico de 1% ao ano.
Ainda que seja a menor de todas as regiões brasileiras, a região se consolidou, ao longo de anos de desenvolvimento, como um polo turístico, econômico e cultural. Como já foi mencionado anteriormente, em função da intensa imigração, a região é, de longe, a que apresenta mais traços e influências europeias em sua cultura. Alguns municipios, especialmente os menores, mantém viva a tradição do idioma e não é raro encontrar comunidades onde, além do português, sejam adotados também outros idiomas, como italiano e alemão – nações predominantes na colonização do espaço. Outro aspecto que chama a atenção são os bons índices apresentados pela região sul, em vários aspectos: o maior índice de desenvolvimento humano do Brasil (IDH), de 0.831, o terceiro maior PIB per capita do país (os maiores estão nas regiões Sudeste e Centro-Oeste) e a menor taxa de analfabetismo. Cerca de 95% da pouplação é alfabetizada. Ainda assim, os indicadores socioeconômicos da região estão muito distantes daqueles dos países com maior desenvolvimento.
Seu processo de urbanização e povoamento ocorreu de forma diferente das outras regiões, através da pequena propriedade familia. Isso resultou na distribuição relativamente regular da população ao longo do território. Ainda assim, existem áreas que concentram número maior de habitantes como as regiões metropolitanas de Curitiba e Porto Alegre, nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul, respectivamente. Em Santa Catarina as condições sao diferentes, e serão abordadas mais adiante. As duas regiões metropolitanas citadas aumentaram, num passado recente (últimos 30 anos) seu contingente populacional de forma brusca e significativa. Entre os principais fatores, destaca-se o êxodo rural e a baixa taxa de emprego dos pequenos municípios de interior. Aliado à isso, a perspectiva de melhores condições de vida nas grandes cidades.
Do ponto de vista geográfico, as fronteiras da região sul são as seguintes: Uruguai ao sul; Argentina e Paraguai ao oeste; regiões Sudeste (Estado de São Paulo) e Centro-Oeste (Estado do Mato Grosso do Sul) ao norte; e com o Oceano Atlântico ao leste. Seu litoral tem extensão de 1251 quilômetros, sendo 98 km no território paranaense, 531 km pertencentes a Santa Catarina e os 622 km situados no estado do Rio Grande do Sul. O clima predominante é o temperado, responsável também pelas temperaturas mais baixas registradas no Brasil durante o inverno. A única exceção é o norte do Paraná, estado que faz fronteira com as regiões Sudeste (São Paulo) e Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul) que apresenta clima tropical. Durante o inverno, exceto no litoral, sao registradas ocorrencias de neve e temperaturas negativas. A vegetação da região também sofre influência direta da tempratura. Enquanto no litoral há alta incidência de mata atlântica, nos pontos mais frios observa-se a presença das matas de araucária (pinhais) e nos pampas os campos de gramíneas.
Nas atividades economicas, se destacam diversos setores: os serviçoes, a indúsitra e a agricultura. Grande carro chefe da economia sulista, os serviços sao a principal fonte de receita da região. A industria também tem destaque e a agriculutra é a “menina dos olhos” da região, uma vez que o Sul do Brasil, mais especificamente o Rio Grande do Sul, é responsável por quase metade de toda a produção brasileira de grãos. Dessa forma, a região se consolida como responsável pela produção de 16,6% de todo o Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB). Outro aspecto importante é a atividade turística, responsável por movimentar várias cidades da região. Os principais pontos visitados sao as praias de Florianópolis (SC), as ruínas da São Miguel das Missões (RS), a cidade de Gramado (RS) e o Parque Nacional do Iguaçu (PR). Entrando um pouco mais a fundo na questão industrial, o Sul ocupa o segundo lugar do percentual nacional nesse setor economico, respondendo por 21% da produção industrial brasileira, ficando atrás da região Sudeste, apenas. Há predomínio das atividades têxtil e alimentícia sendo que a última utiliza como matéria prima o resultado da atividade agropecuária da região. A maior parte das indústrias se encontra nas regiões metropolitanas de Porto Alegre e Curitiba e no nordeste de Santa Catarina, nas cidades de Joinville, Brusque e Blumenau.
Outro aspecto relevante é o potencial energético da região que possui uma das maiores hidrelétricas do mundo instaladas em seu território. A usina Hidrelétrica de Itaipu, situada na fronteira entre o Brasil e o Paraguai é hoje a maior usina geradora de energia no mundo. Em 2008, a usina forneceu 90% da energia consumida no Paraguai e 19% de toda a energia brasileira.
Outro ponto que coloca o sul do Brasil numa posição privilegiada sao os incentivos para a instalação de diversas empresas na região. Tais medidas estao diretamente ligadas aos benefícios fiscais oferecidos pelos pelos estados e todo o conjunto de estrutura que facilita a circulação de mercadorias e pessoas, além da proximidade com os parceiros comerciais do mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai).
Culturalmente, essa região recebeu influência de diversas colônias de imigrantes como os alemães, os italianos, os poloneses, os ucranianos. No ano de 2003, a capital paranaense Curitiba foi eleita pela Organização Capital Americana da Cultura (CAC-ACC) a “Capital da Cultura das Américas” e sediou, entre os dias 20 a 31 de março de 2006, a Conference of the Parties to the Convention on Biological Diversity (COP 8 – MOP 3) da Organização das Nações Unidas.
Assim como a imigração foi uma grande influenciadora da cultura, outros movimentos migratórios, ocorridos dentro do Brasil também foram decisivos para delinear um pouco do que se conhece hoje, no Brasil, por cultura sulista. A partir da década de 1970, em função da busca por novas áreas para o plantio de soja, observou-se uma forte influência e intercâmbio de costumes. O principal foi uma penetração e um enraizamento de ritmos populares do sul, no interior do centro-oeste. Atualmente, a região vizinha já incorporou ritmos da música sulista, que tem como forte característica os bailes e ritmos populares como o vanerão , o xote e o chamamé (ritmo de origem paraguaia).
Informação sobre cada Estado da Região Sul do Brasil
* Paraná
Capital: Curitiba
Extensão Territorial: 199.316.694 km²
Quantidade de municípios: 399
População: 10.444.526 habitantes
População Urbana: 85,3%
Densidade Demográfica: 52,4 hab/km²
Participação no PIB regional: 36,5%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – 0,820 (6º na posição nacional)
* Santa Catarina
Capital: Florianópolis
Extensão Territorial: 95.346.181 km²
Quantidade de municípios: 293
População: 6.248.436 habitantes
População Urbana: 84%
Densidade Demográfica: 65,3 hab/km²
Participação no PIB regional: 23,6%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – 0,840 (2º na posição nacional)
* Rio Grande do Sul
Capital: Porto Alegre
Extensão Territorial: 268.781.896 km²
Quantidade de municípios: 496
População: 10.693.929 habitantes
População Urbana: 85,1%
Densidade Demográfica: 39,8 hab/km²
Participação no PIB regional: 39,9%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – 0,832 (5º na posição nacional)
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08/12/2011
Um dos principais cartões postais de São Paulo e do Brasil completa hoje 120 anos. Inaugurada em 1891, pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima, a Avenida Paulista tem extensão de quase três quilômetros. Coração financeiro do país, a avenida concentra também muitas opções de cultura e entretenimento e cerca de 1,5 milhão de pessoas passam pelas suas calçadas, todos os dias. Entretanto, inicialmente a avenida foi criada no intuito de ser uma zona residencial mais afastadas, que vem decaindo desde os anos 1990.
Além da sua importância simbólica, o logradouro tem uma importância funcional muito grande para a maior cidade do Brasil. A avenida é considerada um “eixo” que liga importantes ruas e avenidas como a Rebouças e a 23 de maio.
Na época de sua inauguração, houve uma grande expansão imobiliária e implantou-se um padrão urbanístico relativamente novo para a época. Todos os palacetes tinham regras de implantação e seguiam um estilo eclético, caracterizando um tecido urbano heterogêneo e bem diferente do resto da cidade. A Avenida Paulista do XIX e do começo do século XX possuía uma amplidão inédita na cidade. Nessa época passavam pelas vias bondes, carruagens, cavaleiros e pedestres.
Além disso, a via foi a primeira a ser asfaltada em São Paulo, no ano 1909. Todo o material foi importado da Alemanha. É importante ter em mente que quando a Avenida foi inaugurada, a população de São Paulo girava em torno de cem mil habitantes.
A Paulista começou a se consolidar como símbolo da cidade com a inauguração do Parque Trianon, em 1916. Logo o ambiente se tornou frequentado pela elite paulistana. 34 anos depois, surgia na mesma região, o MASP. Ainda no início do século XX, os barões do café migraram do interior para capital. Esse movimento foi o responsável por erguer os imponentes palácios e por transformar a Avenida num dos grandes residenciais de luxo de SP.
Esse perfil estritamente residencial durou até os anos 1950, quando o desenvolvimento econômico de São Paulo levou a construção de empreendimentos comerciais e financeiros em áreas mais afastadas do centro histórico da cidade. Nas décadas de 60 e 70 começaram a surgir os espigões, edifícios com mais de 30 andares e que provocaram uma mudança paisagística significativa na Avenida. Entre as mudanças, foi promovido o alargamento das vias destinadas aos automóveis e a criação de calçadões.
Atualmente a Paulista também é conhecida como a “Wall Street” brasileira.
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07/12/2011
Há 70 anos, dia 7 de dezembro de 1941, a Marinha Imperial Japonesa atacava a base naval norte-americana Pearl Harbor, situada na ilha de Oahu, no Havai. O feito foi uma surpresa para os Estadunidenses e danificou 11 navios, 188 aviões, além de provocar a morte de mais de dois mil militares e 68 civis. O fato marca a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial, do lado dos Aliados. O ataque envolveu 353 aeronaves lançadas de porta-aviões da marinha japonesa. É importante lembrar que a grande parte da frota norte-americana do Pacífico estava atracada lá.
O ataque, comandado pelo marechal general da Marinha japonesa Isoroku Yamamoto, é descrito como uma tentativa de enfraquecer os EUA e seu potencial bélico antes de sua entrada no conflito. As forças americanas foram de fato surpreendidas por um ataque tão grande e audacioso: até então, os EUA nunca havia sido atacado por forças estrangeiras em seu território.
Durante as duas horas de combate em 1941, os EUA sofreram mais baixas do que no transcorrer de toda a Primeira Guerra Mundial. Tardou apenas um dia para que o então presidente, Franklin Roosevelt, encaminhasse uma declaração de guerra do Congresso. Em seu discurso, o presidente proferiu uma frase que é lembrada até hoje, quando descreveu os ataques como uma data que viverá na infâmia. Durante os quatro anos seguintes, os EUA não pouparam esforços no conflito, e sua entrada foi decisiva para a vitória dos Aliados e para a derrota do Eixo, bloco adversário composto pela Itália, Alemanha e Japão. Depois da rendição do Japão, os EUA lançaram duas bombas nucleares sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki.
Após o ataque, com a entrada dos EUA na guerra, cerca de 416 mil militares e 1700 civis morreram em combate. Já para o Japão, as perdas foram mais significativas: mais de 2,1 milhões de soldados e um milhão de civis, além dos estragos causados pelos ataques nucleares.
Atualmente, boa parte da base naval é considerada um ponto de interesse histórico e turístico no Havai. Foi construído um memorial sobre os destroços do navio USS Arizona, onde é possível notar que, mesmo muitos anos após o ataque, o óleo armazenado nos tanques da embarcação continua brotando e manchando as águas. Segundo dados do memorial, o óleo é vazado em uma taxa de 3,5 litros diários, o que não causa grandes problemas ambientais. Ainda assim, atualmente há uma equipe preparada para lidar com um grande vazamento no local. Caso haja um acidente, os destroços podem ser cercados com barreiras em até 30 minutos, o que conteria o petróleo. Construída durante a primeira guerra mundial, a estrutura metálica que comporta o óleo pode durar mais 600 a 800 anos.
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06/12/2011
Nas últimas semanas acompanhamos alguns acontecimentos significativos no que diz respeito à energia: os debates em torno da construção da Usina de Belo Monte, que renderam a capa de uma das principais revistas de atualidades do Brasil, e os novos vazamentos radioativos na usina nuclear de Fukushima, no Japão. Hoje em dia a eletricidade é indispensável para sociedade e é uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento que vivenciamos dia após dia. Atualmente, no Brasil, a maior parte da energia elétrica consumida (90%) é gerada através das usinas hidrelétricas.
Proveniente do movimento das águas de um rio, a energia hidrelétrica é hoje a segunda maior fonte de eletricidade do mundo. Obtida através da construção de represas que concentram a água, acumulando-a num reservatório (barragem), a energia é levada através de cabos ao gerador elétrico, então aos transformadores e, posteriormente ao usuário final. Embora seja considerada uma fonte de energia limpa, a energia hidrelétrica apresenta sérios impactos socioambientais como a desapropriação de grandes áreas e alterações no clima, na fauna e na flora locais. Esses fatores, alias, são a maior fonte de debate no que diz respeito à construção da Usina de Belo Monte, no Pará.
A Hidrelétrica de Três Gargantas, usina com maior barragem e represa do mundo, foi responsável pelo deslocamento de milhões de habitantes e pelo soterramento de sítios arqueológicos na China. Ela foi construída no Rio Yang-tsé, o maior do país. Embora seja menor do que a Três Gargantas, a usina Hidrelétrica de Itaipu, situada na fronteira entre o Brasil e o Paraguai é hoje a maior usina geradora de energia no mundo. Em 2008, a usina forneceu 90% da energia consumida no Paraguai e 19% de toda a energia brasileira.
A energia nuclear, por sua vez, é obtida através de reações atômicas que liberam energia e envolvem a fissão ou a fusão de átomos. Sob controle, a energia térmica liberada durante essas reações pode ser convertida em energia elétrica através da obtenção de energia primária do reator nuclear. Sem controle, por sua vez, uma pequena quantidade de material radioativo pode ser utilizada para monumentais explosões, que deram origem às armas nucleares.
O pior acidente ocorrido em uma usina nuclear foi registrado na cidade ucraniana de Chernobil. O fato provocou um enorme impacto, inclusive o reassentamento de aproximadamente 200 mil pessoas. A nuvem de radioatividade que tomou conta dos países vizinhos, grande parte da União Soviética, possuía um potencial de contaminação 400 vezes maior do que o registrado na tragédia de Hiroshima. É impossível precisar o número de mortos em decorrência da explosão, uma vez que ainda que sobrevivam, muitas pessoas contaminadas pelo material radioativo morrerão em decorrência desse contato. Segundo informações da ONU, do ano de 2005, apenas 56 mortes foram registradas: 47 trabalhadores e nove crianças com câncer na tireóide. Ainda segundo o documento, estima-se que 4 mil pessoas morrerão de doenças relacionadas ao acidente. O estudo causou polêmica e muitas organizações viram à público contestar os dados.
Em março deste ano, o acidente de Fukushima, em decorrência dos abalos sísmicos e dos tsunamis ocorridos no Japão também provocou a evacuação da área em um raio de 20 km ao redor da usina. O fato causou repercussão na comunidade internacional, além de uma preocupação com relação aos produtos provenientes daquela região. Nações como a Alemanha, por exemplo, se comprometeram a reduzir ou até mesmo a eliminar as usinas de energia nuclear, como forma de evitar acidentes com sérias consequências. A potência europeia se comprometeu a encerrar a produção de energia nuclear até o ano de 2022.
O Brasil também conta com reatores nucleares com fins pacíficos, isto é, destinados à produção de energia. Localizadas no estado do Rio de Janeiro, as Usinas Angra I e Angra II tem capacidade para gerar um terço da energia consumida no estado do RJ, o que equivale a 4% da energia elétrica consumida no Brasil. Angra 3, que segue em construção, deve entrar em operação no ano de 2015.
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